Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A mulher da rosa na mão.


Dizem que perto da rua Fernando Machado, bem próximo da esquina com a Borges de Medeiros, podia ser vista nas madrugadas de inverno, uma bela mulher com uma rosa vermelha nas mãos, vestindo uma roupa escura e caminhando tranquilamente pela rua.
Os moradores falavam que ela aparecia quando havia alguém muito doente e precisava de sua ajuda.
Certo dia, uma menininha, convalescida pelo sarampo, ardia em febre. Negava qualquer tipo de alimento a algum tempo. Os pais, já sem muitas esperanças, preparavam-se para levá-la ao hospital quando ouviram a campainha tocar. O pai ficou com a criança na sala. 

A mãe foi atender a porta. 
Ao abrir, viu a linda mulher com a rosa. Perguntou assustada se podia ajudá-la. Ela disse que sim. 
Foi então que a mulher pediu que a mãe rezasse com ela um Pai Nosso e uma Ave Maria. E, complementou dizendo que havia uma menina doente no apartamento. E, tinha certeza da melhora se a mãe fizesse o que pedia. 
A mãe obedecendo a mulher fez as orações. 
Ao terminar, ela entregou a rosa como um presente que deveria ser dado a menina. 
Neste momento, o pai que controlava a temperatura da menina, gritou: "Sirlei, a Nana está sem febre!" E, a menina disse: "Pai, quero comer "pirê"".
O espanto foi tanto que a mãe correu a até a porta da sala para ver. Pediu ao marido fosse no hall do apartamento para agradecer para a mulher da rosa pela oração. 
O pai, um bom cristão, chegou na porta do apartamento esbaforido, A mulher não estava mais. Então, desceu correndo do terceiro andar até a portaria do prédio, e ela também não estava lá. 
Sabiam que ela não era moradora dali.
Perguntando ao zelador se alguém havia entrado ou saído do prédio, receberam um sonoro NÃO.
Só restou aos pais agradecerem a bondade da "mulher da rosa na mão" em oração.

Assim, ficaram os vizinhos sabendo que esta mulher mais uma vez surgiu para trazer sua benção a uma pessoa adoentada.


Autora: Adriana Tavares Pimentel (Nana)

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