Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

sábado, 8 de novembro de 2014

ADAPTAÇÃO TEATRAL DOS TEXTOS DO LIVRO "ALEMÃO BATATA"

VÓ E SUAS HISTÓRIAS

NARRADORA _______________Olá. Para representar um pouco da história dos imigrantes alemães, a turma do 6 º ano, hoje, lhes mostrar uma adaptação teatral dos textos do livro “Alemão Batata”
Adolphina esta sentada na sala conversando com os netos, Erna e Homero.
(As crianças estão sentadas no chão e a vó está com uma costura no colo)
___________Eu prometi e hoje vou contar como era a vida de meus avós nesta casa. Tudo acontecia com Fritz e Guerta e quando não era com eles, certamente, os filhos estavam envolvidos. Eles tinham três filhos, minha mãe Leda e meus tios Hilda e Ermann.
__________Vó, o que acontecia com eles naquele tempo? disse Erna.
__________Começa do começo. Quando eles vieram morar aqui. disse Ermann
__________Então, voltando ao tempo, um pouco antes de chegaram nas terras do Cafundó conto pra vocês que a viagem não foi fácil. Nunca tinham visto o mar, e lá na Alemanha, estavam vivendo
tempos difíceis, era a Guerra.
__________Nossa vó! A guerra fez com que saíssem das casas? disse Ermann.
__________Sim, foi sim. Escutem?

( a vó olha pra eles e eles ficam olhando para ela- colocar o navio na frente do cenário.
Christofer , Gabriele e Marilene vem pelo corredor em direção ao navio e falam:


__________ Quanta água?
( aponta para o horizonte como se estivesse vendo o mar)
___________ Temos 120 florins renanos
(sacodem um saco de moedas na frente do navio e chegam com as malas).
_____________ 14 semanas aqui no porto e nada do navio.
______________ Olha ele. Vamos embarcar.
Todos se balançam como se estivessem na água. Marilene fingi vomitar na borda do navio e outro socorre.

Todos saem de cena e a vó com as crianças ficam paradas olhando o video projetado:

Nos porões do navio. Uns sentam em cadeiras. Outros em pé. Um embaixo da mesa e outro em cima. Numa bacia restos de comida.
_______________Aqui é pequeno.
_______________Vamos ficar doentes nesse porão.
_______________Já estamos doentes.
_______________Estou com fome.
_______________Tem pouca comida.
_______________Minha cabeça dói.
João fingi morrer no porão e os demais colocam em um saco. Jogam no mar.

(para o video - Adolphina esta sentada na sala conversando com os netos, Erna e Homero – as crianças estão sentadas no chão, jogando Cama de gato. A vó está com um álbum de fotos e o tricô no colo. - Entram adolescentes e cantam uma paródia do texto na forma de RAP:

_______________“ Enfim os imigrantes chegaram
e acreditaram que as dificuldades terminaram.
Doce ilusão,
alemã ou alemão
nessa terra onde tudo era novo
precisavam da antiga casa apenas lembrar
pois, agora, era pra construir
para seu povo
o novo lar.
_________________ Tudo era diferente conta o autor
e no clima, estações, plantas e animais
precisavam se adaptar os imigrantes de outro lugar.
_________________Conta até que o compadre Heitor tava pros lados de Ivoti
no trago da cachaça ao voltar pra casa viu tamanduá.
O veio compadre pensando nos pecados se assustou pensando ter visto o diabo

________________ Foi então que um caboclo matuto disse ser um engano
mas era tarde pra consertar o que na vila já se sabia
que ali o que realmente existia
era o Buraco do Diabo
e ele vinha cobrar do amigo
tudo que não havia cumprido.
_________________- e, muitas outras histórias de animais
e imigrantes na terra boa do rio grande
que não se conheciam mas agora
na mesma terra viviam”.
____________ Olha, a vovó!
________________Que bom que viemos!
________________Um novo dia e aqui estamos novamente.
________________Vamos dançar meus netos! Que agora é hora da diversão.
NARRADORA Agora convidamos a todos para as oficinas e retornamos com a segunda parte do teatro após o almoço.

(depois do almoço)
NARRADORA Gente amiga, tudo continua nesse dia de primavera. O dia do campo e a 2ª Feira Literária, cá pelas bandas de Santos Reis, acontece numa escola do campo. Aquela escola que este ano faz 60 anos e é parte de muitos que em suas cadeiras tiveram aulas.
Quando lembro do meu tempo de menina...ah...saudade... Nada de português eu sabia e a professora me olhava, até que um dia comecei a falar. Bom, agora, vamos pra roça e depois voltamos.
_____________Hummm...o dia foi bom! Deu pra colher várias caixas de bergamota.
____________Vó! A senhora tá ai?
(vó aparece com álbum de fotos)
___________Sim, venham aqui. Tô recordando do tempo de menina.
___________ Vamos tomar o café, vó? Lembrei da merenda da escola agora. Deu uma fome.
___________Tem uma cuca com chimia e um spritz bear, obaaaaaaa.
___________Liga a TV minha neta. É hora do jornal.


(Sentam-se na mesa já posta e em frente da TV -fingem estarem assistindo o jornal)
Projeção das entrevistas e apresentações dos alunos – 15 a 20 min.
_____________Agora meus netos vamos todos descansar pois a amanhã temos que ir pra roça trabalhar.

TODOS LEVANTAM-SE E DE MÃOS DADAS AGRADECEM.

Construção baseada nos textos: Voltando ao começo. - Sobre o mar. - Uma onça por manhã

autora da adaptação: Adriana Tavares Pimentel


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