Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A DESPEDIDA

A DESPEDIDA

              Zeca entendeu tudo na hora. Deu um grande abraço no irmão. Trocaram um olhar, e meio que combinaram tudo, sem dizer nenhuma palavra. Foram detrás do prédio. Não acharam nenhum lugar de que gostassem. Caminharam um pouco mais e chegaram num terreno baldio. Pararam perto duma árvore, cavaram a terra com as pazinhas que tinham trazido. Enterraram o hamster no maior silêncio.
              Cobriram a cova com a terra. Com tristeza, com dor, Zeca fez uma cruz com dois paus de madeira que encontrou pelo caminho e amarrou com elástico. Com uma caneta escreveram: “Olhos vermelhos. Dez meses de idade. Saudades de Edu e Zeca.”
              Voltaram para casa chorando. Edu se apoiava em Zeca, que caminhava devagarinho, sentindo que a ocasião não era pra nenhuma estabanação. Deu o tempo que o Edu precisava. Não disse nada, nem ouviu nada. Só silêncio e lágrimas rolando.
              Em casa, Edu se trancou no quarto. Não quis saber de mais nada. Nem de jantar, muito menos de conversar ou ver tevê. Zeca até emprestou o seu videogame, mas nem isso animou o Edu. Deitado na cama, olhos fechados, coberto até o pescoço, porque estava sentindo frio, só pensava na falta que Olhos Vermelhos ia fazer. Chorou até dormir. Dormiu de cansaço.
              Edu sofria, Zeca chamava o irmão pra ler suas revistinhas, mas Edu nem se interessava... A mãe insistia pra que ele fosse dar umas voltas, brincar com os amigos, jogar futebol, apostar corrida, pedalar na bicicleta. Ele só queria ficar em casa. Pensando.
              Resolveu desenhar num caderno grosso tudo o que lembrava as aprontações e da carinha marota de Olhos Vermelhos. Ficava horas nisso... Tinha perdido alguém que adorava! E quem perde alguém tão querido não sai dando voltas por aí, procurando um jogo de futebol ou tomando sorvete na esquina. Os pais tinham que entender que perder o melhor amigo era duro. Muito duro. Talvez mais tarde encontrasse alguma coisa que o consolasse. Agora, por enquanto, nesse momento, não tinha nada, nadinha! Só um coração vazio.
(ABRAMOVICH, FANNY.IN: OLHOS VERMELHOS .SÃO PAULO: MODERNA ,1995.)

Interpretação e análise
1.Qual é a autoria do texto? Em qual livro está publicado?
2.Qual o tema principal de A despedida?Assinale apenas uma alternativa:
(  ) animal de estimação           (   ) lidar com as perdas de algo ou alguém
(   ) amizade                           (   ) afeto entre irmãos
3. Quem era Olhos Vermelhos?
4. Quem eram Edu e Zeca?
5.Qual dos dois meninos  ficou  mais triste pela perda? Qual poderia  seria o motivo?
6.Qual a relação entre o título A despedida  e o texto? Explique com suas palavras
7. Que outro título você daria, considerando a relação com o texto?
8. Escreva duas ações que estão no texto comprovando que Zeca se importava com o sofrimento do irmão.
9.”E quem perde alguém tão querido assim não sai dando voltas por aí, procurando um jogo de futebol ou tomando sorvete na esquina.” Você concorda com essa ideia? Justifique sua resposta.
10. Você já sofreu uma grande perda? Se quiser, relate em um parágrafo a sua experiência e como lidou com isso.

A CONSULTA


Nosso herói, Coitado de Tal, é um trabalhador doente, com dores constantes. Já procurou terreiro, curadores, tomou chás, fez “simpatias”. Agora, vai tentar a medicina. Está diante de um médico, no consultório. Conseguirá  a cura para o seu mal? Leia o texto teatral para saber.
A CONSULTA
Domingos Pellegrini
1. Doutor: Bom dia. (Examina rapidamente a ficha de Coitado, que uma secretária trouxe) Coitado de Tal – confere, seu Coitado?
2. Coitado: Sou eu mesmo, doutor.
3. Doutor: Quarenta e dois anos, casado, rua 1º de Maio – confere?
4. Coitado: Confere, doutor, sou eu mesmo.
5. Doutor: Porque tem muito Coitado de Tal no fichário, pode confundir.
6. Coitado: Mas por falar em coitado, doutor, eu vim aqui porque…
7. Doutor: O senhor pode ficar à vontade. (Faz Coitado sentar ao lado de uma máquina registradora) Muito bem, vamos com isso – o que é que o senhor sente, seu Coitado?
8. Coitado: Bom, doutor, eu sinto que estou morrendo.
9. Doutor: (Vai anotando na ficha) Muito bem, então o senhor sente que está morrendo. Todo dia, seu Coitado?
10. Coitado: Todo dia, doutor. Tem dia que eu acho até que já morri, de tanta dor e fraqueza.
11. Doutor: (Anotando) Acha que já morreu, muito bem. O senhor precisa ver um médico da cabeça, seu Coitado, um psiquiatra. Vou dar o endereço de um para o senhor. (Aciona a manivela da caixa registradora, tira um cartão da gaveta) O senhor entregue a ele este cartão, diga que fui eu quem mandei.
12. Coitado: Muito obrigado, doutor – mas o senhor acha que o caso é na cabeça?
13. Doutor: Não se incomode, seu Coitado, que o senhor já morreu. Mas me diga: e a urina?
14. Coitado: Pois é, doutor, a urina…
15. Doutor: Era o que eu pensava – vou indicar pro senhor um especialista em urina, um urologista. (Retira mais um cartão da registradora, entrega a Coitado) E as tonturas, seu Coitado?
16. Coitado: Que tontura, doutor?
17. Doutor: O senhor não disse que sente umas tonturas?
18. Coitado: Deve ter sido outro coitado, eu não, doutor.
19. Doutor: O senhor não deve esconder nada do médico, eu estou aqui para ajudar o senhor.
20. Coitado: Pois é, doutor, mas…
21. Doutor: Se o senhor me sonega alguma informação eu não posso estruturar o quadro clínico simplesmente porque foi solapada a anamnese, e o levantamento sindromático é  base do quadro clínico. Toda a moderna medicina está pautada no relacionamento médico-paciente, entre os quais a confiança é fundamental.
22. Coitado: O senhor tem razão, doutor, eu… eu não sabia que estava tão ruim.
23. Doutor: Então só me responda sim ou não, por favor.
24. Coitado: Tá certo, doutor, mas é que com tanta pergunta eu fico até meio tonto…
25. Doutor: Ah! Que tipo de tontura, seu Coitado?
26. Coitado: O senhor quem sabe, ué, doutor.
27. Doutor: Não, não sei, seu Coitado, isto requer um especialista – vou indicar para o senhor um ótimo neurologista. (Retira um cartão da registradora, entrega a Coitado) E o apetite vai bem?
28. Coitado: O meu, doutor? Nem me fale…
29. Doutor: Não vou falar nada mesmo, seu Coitado, quem vai falar é um especialista – vou indicar um ótimo apetitista para o senhor. (Outro cartão)
30. Coitado: Muito obrigado, doutor, mas o que eu sinto mesmo…
31. Doutor: Com um bom tratamento o senhor não vai sentir mais nada. (Rapidamente levanta a camisa de Coitado e lhe ausculta as costas com o estetoscópio) Respire fundo. (Entra a enfermeira)
32. Enfermeira: Telefone da clínica, doutor.
33. Doutor: (Transfere o estetoscópio para o peito de Coitado) O senhor segura isto aqui no peito, assim, e vai respirando fundo. (O doutor sai. Coitado fica segurando o estetoscópio no peito e respirando fundo. Depois de algum tempo, o doutor volta, retira o estetoscópio)
34. Doutor: Muito bem, seu Coitado. (Anota na ficha) Abra a boca e os olhos bem abertos. (Examina boca e olhos ao mesmo tempo) Deita. (Faz Coitado deitar rapidamente, lhe enfia o termômetro na boca, enquanto lhe apalpa a barriga e lhe dá pancadinhas com os dedos e marteladas nos joelhos) Sente alguma coisa, seu Coitado? Dói aqui? O que é que o senhor sente quando aperto aqui? E me diga uma coisa: o senhor bebe muito?
35. Coitado: Eu…
36. Doutor: Então o senhor controla a bebida, seu Coitado, controla para seu próprio bem. Pode levantar.
37. Enfermeira: (Entrando rapidamente de novo) Estão chamando da clínica, doutor.
38. Doutor: Vou receitar uns medicamentos (vai escrevendo a receita), mas o senhor não deve deixar de seguir as outras orientações.
39. Coitado: Mas, doutor, eu queria saber…
40. Doutor: O senhor não se incomode que isso vai passar, na vida tudo passa. O senhor volte aqui me trazendo um relatório de cada um dos especialistas que indiquei, e mais resulktados de raio-x e dos outros exames que eles pedirem, de sangue, de urina, de fezes, eletroencefalograma, etc.
41. Coitado: Mas até lá eu posso estar morto, doutor…!
42. Doutor: O senhor já morreu demais, seu Coitado.
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Após a leitura do texto teatral, responda a estas questões:
1. Que diferença há entre doutor e médico?
2. Nas frases abaixo foi usada a palavra “simpatia” com significados diferentes. Dê o significado da palavra usada em cada frase.
a)     A simpatia dessa mulher me faz esquecer que ela é muito feia.
b)     Tomara que dê certo a simpatia que ela ensinou.
3. No texto teatral, há dois instrumentos médicos: estetoscópio e termômetro. Para serve cada um deles?
4. O paciente não entendeu a fala do médico (parágrafo 21) e supôs que, pelo palavreado, estivesse muito mal. Como você daria essa mesma explicação de modo que o paciente entendesse?
5. A medicina atual é altamente especializada e, por isso, muita gente se atrapalha na escolha de médico. Complete as lacunas com a palavra correta da especialidade médica a que se refere a frase:
a) Eu tive uns problemas de urina e fui a um _________________
b) Minha prima teve umas complicações próprias de mulher e procurou um _____________________
c) Meu sobrinho teve uns problemas nos pulmões e consultou um ________
d) Eu estou com uns problemas de vista. Vou ao ______________
e) Estou com meu coração batendo muito depressa e sempre me  dá falta de ar. Que você aconselha? Vá a um ________
f) Estou com problemas de falta de dinheiro. O que eu faço? Ora, vá… (trabalhar!)
6. Podemos afirmar que o paciente procurou o médico tão logo percebeu sintomas de doença? Explique.
7. Dando ao paciente o nome de Coitado de Tal, o autor pretendeu:
a. (   ) demonstrar que as tentativas de cura fora da medicina maltratam as pessoas.
b. (   ) fazê-lo representar qualquer pessoa, sem lhe atribuir individualidade.
c. (  ) evitar que o nome coincidisse com o de qualquer outra pessoa e a melindrasse.
d. (   ) deixar claro que todos os doentes são iguais e merecem tratamentos iguais.
8. Que especialistas o médico indicou ao paciente?
9. No Parágrafo 22, Coitado de Tal disse: “eu não sabia que estava tão ruim”. O que o fez pensar assim?
10. A enfermeira interrompeu a consulta duas vezes para anunciar chamado da clínica. O modo de agir do médico nas duas ocasiões insinua que ele:
a. (   ) resolvia os casos de sua clínica por telefone, em horário de atendimento aos pacientes.
b. (   ) dava prioridade a quem o procurava pessoalmente.
c. (   ) considerava inoportunos os telefonemas da clínica.
d. (   ) se preocupava muito mais com sua clínica particular.
11. A caixa registradora é um elemento estranho a um consultório médico. Por que o autor a incluiu no cenário?
12. Na sua opinião, a medicina é um comércio ou apenas há médicos que fazem da medicina um comércio?



















segunda-feira, 29 de agosto de 2016

REDAÇÃO

 Água e as perspectivas futuras
                                                                                                                          Marcelo Buzaglo Dantas – São Paulo - SP
O ano de 2014 no Brasil foi marcado, dentre outras coisas, pela escassez de água. Fenômeno até então pouco conhecido fora dos limites do Norte e do Nordeste do país, a seca chegou ao Sudeste e região. Fruto da ausência de chuvas, possivelmente associada às mudanças climáticas, mas outros fatores também contribuíram para a terrível (e ainda não solucionada) situação a que chegamos. A falta de cuidado com a vegetação ciliar onde ela ainda existe é também apontada por especialistas como uma das causas do problema, na medida em que a devastação das áreas circundantes de rios, cursos d’água, lagos, lagoas, reservatórios e similares contribui para o assoreamento e, portanto, para as perdas qualitativas e quantitativas dos elementos hídricos e de suas funções ecológicas.
Por isso, a contundente crítica dirigida ao Novo Código Florestal quando, no particular, reduz os limites de proteção da mata ciliar, já que a faixa de Área de Preservação Permanente (APP) passa a ter a metragem contada a partir da “borda da calha do leito regular” do rio – e não mais do seu “nível mais alto”, como outrora –, deixando desguarnecidas áreas alagadiças que exercem importantes funções ambientais.
De todo modo, mesmo no regime florestal anterior, as dificuldades de fazer implementar a legislação ambiental no Brasil sempre foram muitas, a ponto de ter se tornado lugar comum afirmar que o país possui um dos mais bem estruturados sistemas legais de proteção ao meio ambiente do mundo, o qual, contudo, carece de efetividade.
A cultura que se desenvolveu no país nunca foi a da preservação. Por aqui, sempre se preferiu investir na reparação dos danos a propriamente prevenir para que aqueles não acontecessem. No caso dos recursos hídricos, jamais fizemos como os nova-iorquinos: preservar os mananciais para não ter de investir em saneamento. O resultado é conhecido: o povo daquele estado americano altamente industrializado possui uma das águas de melhor qualidade do planeta.
No Brasil, contudo, a preocupação com a água nunca foi a tônica dos setores público e privado. Exceção feita a poucas iniciativas aqui e acolá, a regra sempre foi a poluição dos elementos hídricos. Desnecessário citar exemplos, infelizmente.
Por outro lado, é incontestável que os instrumentos de comando e controle, tão enaltecidos por muitos, não tiveram o condão de diminuir os efeitos da degradação do meio ambiente. Não fosse assim, o Código Florestal anterior, aliado a uma série de outras normas legais (Sistema Nacional de Unidades de Conservação, Lei da Mata Atlântica etc.), teria sido responsável pela redução do desmatamento. Não foi, contudo, o que aconteceu.
Logo, torna-se necessário partir-se para uma nova era. Um tempo em que se passe a investir intensamente na valorização e na recompensa daqueles que realizam serviços ambientais.
A lógica é simples: em vez de simplesmente punir aquele que descumpre a legislação – o que, repita-se, revelou-se ineficaz –, remunera-se quem preserva. É uma inversão total daquilo que sempre se praticou no Brasil. Em vez de “poluidor-pagador”, passa-se para a tônica do “protetor-recebedor”.
Iniciativas como essas vão desde a remuneração financeira aos pequenos proprietários rurais que preservam a vegetação que protege as águas, passando por incentivos tributários à preservação ecológica (IPTU verde, ICMS ecológico, redução de IPI para produtos ambientalmente sustentáveis etc.), maior incentivo financeiro à criação de reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs), estímulo à comercialização de créditos de logística reversa e de cotas de reserva ambiental, entre outros. Ganham as pessoas, ganha o meio ambiente e ganha a sustentabilidade.
Já está mais do que na hora de se reconhecer que a proteção do meio ambiente não é apenas uma fonte geradora de despesas, mas pode se tornar uma grande oportunidade para se obter recompensas financeiras efetivas, ao mesmo tempo em que se contribui para a melhoria da qualidade ambiental das presentes e futuras gerações.
Marcelo Buzaglo Dantas, advogado e pós-doutor em Direito, é consultor jurídico na área ambiental e membro da Comissão de Direito Ambiental da OAB/RJ, e da Comissão Permanente de Direito Ambiental do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

REFLITA E FAÇA UMA RESENHA DE 20 A 25 LINHAS SOBRE O ASSUNTO.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Literatura entrelinhas - 30 de agosto de 2016



ANTONIE SAINT-EXUPERY - O PEQUENO PRÍNCIPE

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Análise Morfológica

  1. Faça a análise morfológica (verbo, substantivo, adjetivo) das seguintes frases abaixo;
Exemplo: Camila e Lívia escutam músicas alegres agora.
Substantivo: Camila, Lívia, músicas Verbo: escutam Adjetivo: alegres

a) A casa amarela está suja e velha.
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b) O relógio atrasou novamente porque as pilhas estão velhas.
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c) A menina tristonha correu pelo mato.
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d) O avó de João é inteligente e culto.
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e) As árvores perderam as folhas e as ruas ficaram cheias e coloridas.
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f) A bicicleta vermelha passou a noite na frente da casa do pastor,
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g) Os cães bravos latiam acorrentados para os passantes.
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h) Outro dia, Luci estava conversando sobre as esplendidas comidas da mamãe quando papai entrou com enormes presentes.
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i) Juliano toca rock na sua guitarra nova.
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j) Helena chora no berço macio porque quer colo de todos.
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  1. Leia a poesia abaixo e escreva na tabela 10 substantivos, 3 verbos e 1 adjetivo.

BANDAÇUCAR
Carlos Fernando Leser
O maestro é um brigadeiro
a batuta é um pirulito.
A banda toca o dia inteiro
um som doce e esquisito.

O uniforme é amarelo,
lembra muito um quindim.
A banda entra no castelo
enquanto o rei come pudim.

Toda a música tocada
está em mil folhas de papel.
A vendedora de cocadas
dança e pula até o céu.




SUBSTANTIVO
VERBOS
ADJETIVOS






























Verbo transitivo, intransitivo - sujeito e predicado

Sublinhe o predicado e diga quem é o sujeito das frases.

a) O garoto reclamou novamente.
b) Já acabamos de arrumar as malas.
c) Está nevando em Santa Catarina.
d) Ar-refrigerado, vitrines vistosas, liquidações, ofertas, descontos, descontos e muita gente
chamavam a atenção.
e) Está um calor insuportável.
f) O pai de Rafael ficou emocionado com a homenagem.
g) Chamaram a sua atenção.
h) Havia muita gente no aeroporto.
i) Foram me chamar.
j) Antônio e eu éramos grandes amigos.


2. Assinale as orações sem sujeito.
a) Havia dois carros velhos na garagem.
b) Existiam dois carros velhos na garagem.
c) A noite está muito quente.
d) Anoiteceu cedo hoje.
e) Chuviscou durante o dia.
f) Choveram pétalas de rosas durante o casamento.


3. Circule o sujeito. Sublinhe o predicado e classifique-o.

a) As araras de cores vistosas posavam para os turistas.
b) No inverno, as noites são mais longas.
c) Ao longo da praia, sucediam-se hotéis, restaurantes, casas luxuosas.
d) As geadas e as secas deixam os lavradores preocupados.
e) À noite, Anselmo voltou para casa exausto.
f) A voz do orador era bonita, mas suas palavras soavam ocas.
g) Furioso, o pasteleiro chinês correu atrás do ladrão


4. Faça a correspondência correta de acordo com a predicação verbal dizendo se o verbo é transitivo ou
intransitivo. (1)Intransitivo (2)Transitivo

( ) Encontraram uma mala de dinheiro no banheiro da rodoviária.
( ) As crianças gritavam ( ) Chamei um técnico.
( ) Daremos o prêmio ao vencedor. ( ) O animal obedece a seus instintos.
( ) Os turistas chegaram à praia do Nordeste. ( ) O mar carregou os barcos.
( ) Os hospitais precisam de bolsas de sangue. ( ) As férias já estão aí.
( ) O gerente do banco recebeu um grande aumento de salário. ( ) Os dias passaram rapidamente.

( ) Os trabalhadores necessitam de aumento. ( ) Os alunos não tiveram dúvidas.

Arte da Grécia

Fale como era a escultura e pintura gregas? ( 3 linhas no mínimo)
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O que os atores gregos usavam em suas encenações?
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Em que eram usados o barro, madeira e cortiça?
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Como era o povo egípcio?
_______________________________________________________________
Qual o nome das 3 principais pirâmides do Egito?
_______________________________________________________________
O que trata as obras de arte egípcia?
_______________________________________________________________
Como são desenhadas as figuras humanas dos egípcios?
_______________________________________________________________
O que é lei de frontalidade?
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Coloque verdadeiro V ou falso F
( ) O tamanho das pessoas representadas varia em função da posição social de cada uma delas.
( ) O tamanho das pessoas representadas varia em função da posição religiosa de cada uma delas.
( ) O Faraó é representado igual a sua esposa.
( ) O Faraó é representado bem maior que sua esposa.
( ) As figuras masculinas são pintadas de vermelho e as femininas de ocre.
( ) As figuras masculinas são pintadas de azul e as femininas de ocre.
Relacione as questões:
( 1 ) As formas são ( ) grandes templos e das tumbas
(2 ) Na arquitetura destacam-se ( )piramidais e simétricas.
(3) Tumba real ( )chamada de escrita dos escribas ( 4) pictográfica ( )ficavam dentro das pirâmides

Desenhe uma figura egípcia e pinte-a com as cores usadas pelos egípcios.

Ortografia e pontuação

Pontue o texto abaixo: "PARA QUEM É O PRESENTE?"

Dona Sara saíra de viagem. Sua ausência duraria aproximadamente dois meses, pois visitaria na Itália seus parentes, os quais não viam há 20 anos. Mas antes de viajar, dona Sara deixou um presente. Não disse para quem era, mas, no pacote havia um cartãozinho em que ela havia escrito quem era o destinatário do presente.
Após a partida, reuniram-se o filho, a nora, os netos e Renata, sua melhor amiga, para ler o cartão e saber de quem era esse pacote enorme e tentador.
O filho leu a mensagem, e era evidente que sua mãe havia deixado o presente para ele. Todos iam saindo preocupados, quando Renata gritou:
- Um momento! Eu sabia que Sara não ia fazer isso comigo, afinal, sou sua melhor amiga.
E acrescentou com um sorriso de triunfo:
- Escutem isto.
Então leu o cartão em voz alta, e ninguém pode duvidar: o presente era para ela.
A esta altura dos acontecimentos, todos quiseram ler o cartão e viram que os dois não estavam mentindo. Vamos ver se você descobre o mistério.
O cartão era este:
1) Pontue o bilhete de modo que o presente vá para o filho:
ESTE PRESENTE É PARA MEU NETO NÃO PARA MINHA NETA TAMBÉM NÃO PENSO EM DÁ-LA PARA RENATA MINHA MELHOR AMIGA NÃO É PARA MEU FILHO JAMAIS SERÁ DADO PARA MINHA NORA ELISA

SARA
2) Pontue o texto como Renata imaginou :
ESTE PRESENTE É PARA MEU NETO NÃO PARA MINHA NETA TAMBÉM NÃO PENSO EM DÁ-LA PARA RENATA MINHA MELHOR AMIGA NÃO É PARA MEU FILHO JAMAIS SERÁ DADO PARA MINHA NORA ELISA

SARA
3) Coloque os pontos como o neto imaginou :
ESTE PRESENTE É PARA MEU NETO NÃO PARA MINHA NETA TAMBÉM NÃO PENSO EM DÁ-LA PARA RENATA MINHA MELHOR AMIGA NÃO É PARA MEU FILHO JAMAIS SERÁ DADO PARA MINHA NORA ELISA

SARA


4) Pontue de modo que o presente vá para a neta :
ESTE PRESENTE É PARA MEU NETO NÃO PARA MINHA NETA TAMBÉM NÃO PENSO EM DÁ-LA PARA RENATA MINHA MELHOR AMIGA NÃO É PARA MEU FILHO JAMAIS SERÁ DADO PARA MINHA NORA ELISA

SARA

5) Coloque os pontos como a nora leu :
ESTE PRESENTE É PARA MEU NETO NÃO PARA MINHA NETA TAMBÉM NÃO PENSO EM DÁ-LA PARA RENATA MINHA MELHOR AMIGA NÃO É PARA MEU FILHO JAMAIS SERÁ DADO PARA MINHA NORA ELISA

SARA

Querem saber como terminou esta história ?
Como não puderam chegar a um acordo, tiveram que esperar que a vovó voltasse, para saber quem era o afortunado. Por sorte, ela estava arrependida de haver deixado só um presente e trouxe mais quatro surpresas. Desta forma, ninguém ficou de mãos vazias e todos ficaram contentes. E assim, a história do presente chegou ao fim.


Exercício ortográfico:
Descubra os erros da anedota abaixo, grife-os e depois faça as alterações necessárias reescrevendo o texto.

Dona zélia chama os filios Emília, Túlio e Julinho, o cacula.
- Queridos, vocês precizam colaborar mas na arrumação da casa. Tenho encontrado toalhas molhada em cima da cama, moxilas jogadas no sofá... Se todos da famílha fizerem um pouquinho, o resultado vai ser uma casa arrumada.
Vejamos agumas coisinhas que vocês podem fazer: sapatos e sandálhas devem ser guardados na sapateira.
- tudo bem – falou Emília.
- Essas pilhas de revistinhas espalhadas por toda a casa é bom guardar na estante.
- Deixa que eu guardo – disse Túlio.
O pó da mobília...
Julinho, que só tem trez anos, interrompe, querendo tanbém participar:
- O pó da mobília eu tiro. E quardo onde mãe?
Dona Zélia, Emília e Túlio caiem na gargalhada.

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Denotação e Conotação

II - Analisando as frases, escreva ao lado se tem sentido denotativo ou conotativo.
  1. Exemplo: Você vai comer asfalto. SENTIDO DENOTATIVO
  2. As ovelhas são animais gregários, sensíveis e inteligentes.
  3. Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada...” (Gregório de Matos)
  4. Meu avô fará uma cirurgia no coração.
  5. João mora no coração da Amazônia.
  6. Pescamos várias traíras no sábado.
  7. Sempre desconfiei de que ele fosse um traíra.
  8. Queimei a mão ao preparar o almoço.
  9. Sinto que o tempo sobre mim abate sua mão pesada.” (Carlos Drummond de Andrade)
  10. Esqueci as chaves do carro em casa.
  11. Um dia descubro a chave do seu coração.
  12. As baleias correm sérios riscos no futuro.
  13. O André está uma verdadeira baleia.
  14. Seus olhos estavam lacrimejando.
  15. Fura os olhos do tempo... (Miguel Torga)
  16. O Instituto Butantan possui as mais diversas espécies de cobras.
  17. Minha sogra é uma cobra.
  18. A gata não parava de miar.
  19. A atriz Jennifer Connely é uma gata.
  20. Um filhote de pantera de apenas 2 semanas foi adotado por uma cadela no zoológico de Belgrado.
  21. Somente a ingratidão, esta pantera, foi sua companheira inseparável.” (Augusto dos Anjos)
  22. Você vai comer maças.
  23. Estou morto de fome.
  24. Matutu apareceu morto.
  25. A ameaça terrorista aconteceu em Londres.
  26. A ameaça terrorista aconteceu. Foi matá-los se não estudarem.
  27. A garota está com a pulga atrás da orelha.
  28. A gata está com pulga.
  29. Nossa! Godofredo é uma cobra!
  30. Matamos outra cobra no pátio.
  31. Não posso fazer mais compromisso, pois estou com a corda no pescoço.
  32. A corda das meninas foi perdida.

 III - Analise os textos e marque D ou C.
( D ) denotação
( C ) conotação   
a -  (   ) 
Horário de verão começa à meia-noite deste sábado.
Relógios devem ser adiantados em uma hora no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Expectativa é de redução de 5% na demanda de energia no horário de pico.
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/10/horario-de-verao-comeca-meia-noite-deste-sabado.html
b – (     ) Não ponha medicamento no volante.



Humorismo é a arte de fazer cócegas no raciocínio dos outros. Há duas espécies de humorismo: o trágico e o cômico. O trágico é o que não consegue fazer rir; o cômico é o que é verdadeiramente trágico para se fazer.”
(Leon Eliachar. www.mercadolivre.com.br . acessado em julho de 2005.)

Interpretação de texto

I – Interpretação de texto: Visita
Sobre a minha mesa, na redação do jornal, encontrei-o, numa tarde quente de verão. É um inseto que parece um aeroplano de quatro asas translúcidas e gosta de sobrevoar os açudes, os córregos e as poças de água. É um bicho do mato e não da cidade. Mas que fazia ali, sobre a minha mesa, em pleno coração da metrópole?
Parecia morto, mas notei que movia nervosamente as estranhas e minúsculas mandíbulas. Estava morrendo de sede, talvez pudesse salvá-lo. Peguei-o pelas asas e levei-o até o banheiro. Depois de acomodá-lo a um canto da pia, molhei a mão e deixei que a água pingasse sobre a sua cabeça e suas asas. Permaneceu imóvel. É, não tem mais jeito — pensei comigo. Mas eis que ele se estremece todo e move a boca molhada. A água tinha escorrido toda, era preciso arranjar um meio de mantê-la ao seu alcance sem, contudo afogá-lo. A outra pia talvez desse mais jeito. Transferi-o para lá, acomodei-o e voltei para a redação.
Mas a memória tomara outro rumo. Lá na minha terra, nosso grupo de meninos chamava esse bicho de macaquinho voador e era diversão nossa caçá-los, amarrá-los com uma linha e deixá-los voar acima de nossa cabeça. Lembrava também do açude, na fazenda, onde eles apareciam em formação de esquadrilha e pousavam na água escura. Mas que diabo fazia na avenida Rio Branco esse macaquinho voador? Teria ele voado do Coroatá até aqui, só para me encontrar? Seria ele uma estranha mensagem da natureza a este desertor?
Voltei ao banheiro e em tempo de evitar que o servente o matasse. “Não faça isso com o coitado!” “Coitado nada, esse bicho deve causar doença.” Tomei-o da mão do homem e o pus de novo na pia. O homem ficou espantado e saiu, sem saber que laços de afeição e história me ligavam àquele estranho ser. Ajeitei-o, dei-lhe água e voltei ao trabalho. Mas o tempo urgia, textos, notícias, telefonemas, fui para casa sem me lembrar mais dele.
GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris e outras crônicas. Para gostar de ler, 31. São Paulo: Ática, 2001. p. 88-89

Marque um X na resposta correta:
1 - Ao encontrar um inseto quase morto em sua mesa, o homem
a) colocou-o dentro de um pote de água.
b) escondeu-o para que ninguém o matasse.
c) pingou água sobre sua cabeça.
d) procurou por outros insetos no escritório.
e) não lhe deu muita importância
2 - O homem interessou-se pelo inseto porque
a) decidiu descansar do trabalho cansativo que realizava no jornal.
b) estranhou a presença de um inseto do mato em plena cidade.
c) percebeu que ele estava fraco e doente por falta de água.
d) resolveu salvar o animal para analisar o funcionamento do seu corpo.
e) era um inseto perigoso e contagioso.
3 - A mudança na rotina do homem deu-se
a) à chegada do inseto na redação do jornal.
b) ao intenso calor daquela tarde de verão.
c) à monotonia do trabalho no escritório.
d) à transferência de local onde estava o inseto.
e) devido ao cansaço do dia.
4 - Em “Não faça isso com o coitado!”, a palavra sublinhada sugere sentimento de:
a) maldade
b) crueldade
c) desprezo
d) esperança
e) afeição
5 - A presença do inseto na redação do jornal provocou no homem
a) curiosidade científica.
b) sensação de medo.
c) medo de pegar uma doença.
d) lembranças da infância.
e) preocupação com o próximo.
6 - Com base na leitura do texto pode-se concluir que a questão central é
a) a presença inesperada de um inseto do mato na cidade.
b) a saudade dos amigos de infância
c) a vida pacifica da grande cidade.
d) a preocupação com a proteção aos animais.
e) o cuidado que se deve ter com todos os insetos

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