Miscelâneas do Eu
Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.
Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.
A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.
Nana Pimentel
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Páginas
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Redação
Produção textual.
Acesse os links abaixo, leia os texto e, em seguida, responda às questões em seu caderno:
O quê?
Quem?
Quando?
Como?
Onde?
Por quê?
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/03/maior-crescimento-de-casos-de-aids-esta-entre-jovens-de-15-24-anos.html. Acesso em 10.08.14
http://www.usp.br/aun/exibir.php?id=5467. Acesso em 10.08.2014
http://noticias.r7.com/saude/mais-de-2-milhoes-de-adolescentes-tem-hiv-e-mortalidade-aumenta-nesta-faixa-etaria-25112013. Acesso em 10.08.2014
Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
Alexandre Guy de Maupassant
1 Naquele dia, às quatro horas, como todos os dias, Alexandre conduziu até a porta da pequena residência do casal Maramballe a cadeira de rodas, com a qual levava a passear, por ordem médica, sua velha e impotente patroa. 2 Colocou o leve veículo no degrau, precisamente onde podia fazer subir a gorda senhora, entrou na residência, e logo se escutou, no interior, uma voz furiosa, uma voz enrouquecida de velho soldado, que vociferava blasfêmias: era a do patrão, o ex-capitão de infantaria aposentado, Joseph Maramballe. 3 Seguiu-se ruído de portas fechadas com violência, ruído de cadeiras empurradas, ruído de passos agitados, depois nada mais e, após alguns instantes, Alexandre reapareceu na soleira da porta, segurando com toda força a senhora Maramballe, extenuada pela descida da escada. Após colocá-la, não sem esforço, na cadeira de rodas, Alexandre passou por trás, pegou a barra que servia para empurrar o veículo e seguiu em direção à margem do rio. 4 Eles atravessavam assim todos os dias a cidadezinha, em meio a cumprimentos respeitosos que se endereçavam tanto ao servidor como à patroa, pois se ela era amada e considerada por todos, ele era tido, esse velho soldado de barbas brancas como as de um patriarca, o modelo dos empregados. 5 O sol de julho caía brutalmente sobre a rua, inundando as casas baixas com sua luz triste, extremamente ardente e forte. 6 Cachorros dormiam sobre as calçadas à sombra dos muros. Alexandre, resfolegando um pouco, apressava o passo a fim de chegar mais rápido à avenida que levava ao rio. 7 A senhora Maramballe já dormitava sob sua sombrinha branca, cuja ponta, solta, algumas vezes ia se apoiar no rosto impassível do homem. 8 No momento em que atingiram a alameda Tilleuls, ela despertou imediatamente sob a sombra das árvores, e disse com uma voz afável:
9 — Mais devagar, meu pobre rapaz. Assim você vai se matar com esse calor.
10 Ela não pensa, no seu egoísmo ingênuo, que, se desejava ir mais devagar, era justamente porque acabavam de ganhar o abrigo das folhas.
11 A pequena distância desse caminho coberto por velhas tílias talhadas em abóbadas, a Embarcação deslizava num leito tortuoso entre duas cercas de salgueiro. O borbulhar das contracorrentes, os respingos sobre as rochas, os bruscos rodeios de corrente, semeavam, ao longo desse passeio, uma doce canção de água e um frescor de ar molhado
12 Após ter longamente respirado e saboreado o encanto úmido desse lugar, a senhora Maramballe murmurou:
13 — Vamos, agora está tudo bem. Hoje ele não estava muito bem comportado.
14 Alexandre respondeu:
15 — Realmente, senhora.
16 Há 35 anos ele está a serviço dessa família, primeiro como ordenança do oficial, depois como simples criado que não quis deixar seus patrões; e há seis anos passeia toda a tarde com sua patroa pelos estreitos caminhos ao redor da cidade.
17 Desse longo serviço devotado, dessa conversação cotidiana, resultou entre a velha senhora e o velho servidor uma espécie de familiaridade, afetuosa nela, deferente nele.
18 Falavam dos negócios da casa como se faz entre iguais. O principal tema de conversa e inquietação entre eles era, aliás, o mau gênio do capitão, amargurado por uma longa carreira debutada com brilho, corrida sem avanços e terminada sem glória.
19 A senhora Maramballe retomou:
20 — Ele foi muito mal educado. Isso tem acontecido com frequência desde que deixou o serviço.
21 Alexandre, com um suspiro, completou o pensamento de sua patroa:
22 — Ora, senhora, pode-se dizer que acontece todos os dias e que acontecia também antes dele ter deixado o exército.
23 — É verdade. Mas ele não teve sorte, coitado. Por um ato de bravura foi condecorado aos vinte anos, e dos vinte aos cinquenta não passou de capitão, quando contava, pelo menos, chegar a coronel na aposentadoria.
24 — Apesar de tudo, senhora, pode-se dizer que a culpa foi dele. Se não tivesse sido sempre suave como um coice, seus chefes o teriam amado e protegido mais. De nada serve ser rude. É preciso agradar às pessoas para ser querido. Que ele nos trate dessa maneira, a culpa é nossa, já que nos agrada ficar ao seu lado. Mas com os outros é diferente.
25 A senhora Maramballe refletia. Há anos pensava todos os dias nas brutalidades do marido que tinha outrora desposado, há muito tempo, porque era um belo oficial, condecorado bem jovem, e cheio de futuro, diziam. Como nos enganamos na vida!
26 Ela murmurou:
27 — Paremos um pouco, meu pobre Alexandre, e repouse no banco.
28 Era um pequeno banco de madeira, em parte podre, colocado na curva da alameda para os passeantes de domingo.
29 Toda vez que passavam nesse ponto, Alexandre costumava respirar alguns minutos no banco.
30 Sentou tomando nas mãos, num gesto familiar e cheio de orgulho, sua bela barba branca aberta como um leque. Agarrou-a e escorregou a mão, fechando os dedos na ponta, retendo-a por uns instantes sobre a cavidade do estômago, como que para fixá-la ali e constatar, mais uma vez, o comprimento dessa vegetação.
31 A senhora Maramballe retomou:
32 — Eu, o desposei; é justo e natural que suporte suas injustiças, mas o que não compreendo é que você tenha também que aturá-lo, meu bravo Alexandre!
33 Ele fez um vago movimento com os ombros e disse apenas:
34 — Oh! Eu... senhora.
35 Ela acrescentou:
36 — De fato. Sempre pensei. Você era seu ordenança quando o desposei e não podia agir de outra maneira senão suportá-lo. Mas, depois, por que permaneceu conosco, que lhe pagamos tão pouco e o tratamos tão mal, já que poderia fazer como todo mundo, estabelecer-se, casar, ter filhos, formar uma família?
37 Ele repetiu: abril educação — Oh! Eu, senhora... Não é isso. Depois se calou, mas puxava a barba como se badalasse um sino, como se tentasse arrancá-la, revirava os olhos assustados, imerso no embaraço.
39 A senhora Maramballe seguia seu pensamento.
40 — Você não é camponês. Recebeu educação.
41 Ele interrompeu com orgulho:
42 — Estudei para ser agrimensor, senhora.
43 — Então, por que permaneceu ao nosso lado, estragando sua existência?
44 Ele balbuciou:
45 — A vida é assim! É culpa de minha natureza.
46 — Como assim, de sua natureza?
47 — Quando eu me apego, me apego e está terminado.
48 Ela riu.
49 — Vejamos, você não vai me fazer crer que o bom comportamento e a doçura de Maramballe o prenderam por toda a vida?
50 Ele se agitava sobre o banco, visivelmente perdido e resmungou entre os longos pelos de seu bigode:
51 — Não por ele, mas pela senhora.
52 A velha dama, que tinha o rosto muito doce, coroado entre a testa e a cabeleira por uma linha, branca como a neve, de cabelos ondulados, enrolados todos os dias com cuidado e brilhantes como as plumas de um cisne, fez um movimento na cadeira de rodas e contemplou seu criado com os olhos surpresos.
53 — Eu, meu pobre Alexandre? Como assim?
54 Ele olhou para o céu, depois de lado, depois ao longe, girando a cabeça, como fazem os homens tímidos forçados a confessar segredos íntimos. Depois, calou-se e declarou com a coragem de soldado a quem se ordena enfrentar a linha de fogo:
55 — Foi assim: na primeira vez que levei à senhorita uma carta do tenente e a senhorita me deu vinte soldos e um sorriso, ficou tudo decidido.
56 Ela insistia, compreendendo mal.
57 — Vejamos. Explique.
58 Então, ele afirmou com o pavor de um miserável que, perdido, confessa um crime:
59 — Eu tive um sentimento pela senhora. Eis tudo.
60 Ela nada respondeu, parou de olhá-lo, baixou a cabeça e pensou. Era boa, correta, cheia de doçura, inteligente e sensível.
61 Ela pensou, num segundo, no imenso devotamento desse pobre ser que havia renunciado a tudo para viver ao seu lado sem nada dizer. Teve vontade de chorar.
62 Depois, com semblante mais grave, mas nem um pouco zangada:
63 — Voltemos — disse ela.
64 Ele se levantou, ficou atrás da cadeira de rodas, e começou a empurrá-la.
65 Quando se aproximavam da cidade, perceberam, no meio do caminho, o capitão Maramballe vindo na direção deles.
66 Assim que se encontraram, o capitão disse à sua mulher com visível desejo de se irritar:
67 — O que teremos para o jantar?
68 — Um franguinho e feijão branco.
69 Ele se encolerizou. abril educação –
70 — Um frango, ainda frango, sempre frango, meu Deus! Você não tem outra ideia na cabeça além de me fazer comer todos os dias a mesma coisa?
71 Ela respondeu, resignada:
72 — Mas, meu querido, você sabe que o doutor receitou. É ainda o que há de melhor para seu estômago. Se não tivesse o estômago doente, eu o faria comer coisas que não ouso servir.
73 Então ele se plantou, exasperado, diante de Alexandre:
74 — É culpa deste imbecil se tenho o estômago doente! Há 35 anos que me envenena com sua cozinha suja!
75 A senhora Maramballe, bruscamente, virou a cabeça no mesmo instante para observar o velho empregado. Seus olhos então se encontraram e ambos disseram, neste único olhar: “Obrigado”.
Tradução de Solange Lisboa. In Contos Universais. Série Para Gostar de ler. vol. 11. 8a ed. São Paulo: Ática, 2002.
A história passa-se no século XIX. Considerando o desenvolvimento temporal da narrativa, responda:
a) A narração abrange quantos anos da convivência entre Alexandre e o casal Maramballe?
b) Explique por que podemos afirmar que este conto é apenas o ponto culminante de uma longa história?
Este conto pode ser considerado é uma história de amor, mas, ao mesmo tempo, como sempre ocorre nas obras de Guy de Maupassant, possui algumas características próprias da narrativa de mistério.
a) Em quais parágrafos se formula claramente “um mistério”?
b) Em qual parágrafo ocorre a solução desse mistério? Explique.
c) Revelado o mistério, pode-se perceber, retrospectivamente, que o narrador distribuiu alguns índices que possibilitavam ao leitor formular uma previsão. Indique pelo menos dois desses índices.
Marcadores:
8º ano,
Interpretação de texto,
português
Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
domingo, 4 de setembro de 2016
Natal
Leia
o texto com muita atenção.
_________________________________________
Vladimir
recebeu muitos presentes no Natal, entre livros, discos, jogos de
computador, mas gostou sobre tudo do equipamento para caçar
borboletas. O equipamento incluía uma rede, um frasco de vidro,
algodão, éter, uma caixa de madeira com fundo de cortiça e muitos
alfinetes coloridos.
Aquilo
o deixou entusiasmado. Ele gostava de insetos, mas não sabia que era
possível colecioná-los, como quem coleciona selos, conchas ou
postais, talvez até trocar exemplares repetidos com os amigos.
Nessa
mesma tarde, saiu para caçar borboletas. Foi para o matagal, junto
ao rio, atrás de casa, um lugar onde se juntavam insetos de todo o
tipo. Já tinha apanhado cinco borboletas, que guardara dentro do
frasco de vidro, quando ouviu alguém cantar numa voz de algodão
doce – uma voz tão doce e tão macia que ele julgou que sonhava.
Observou e viu, pousada numa flor, uma borboleta linda como um
arco-íris, mas ainda mais colorida e luminosa. Sentiu o que deve
sentir em momentos assim todo o caçador: sentiu que o ar lhe
faltava, sentiu que as mãos tremiam, sentiu uma espécie de alegria
muito grande. Lançou a rede e viu a borboleta soltar-se da flor num
vôo curto e depois se debater, já presa, nas malhas de nylon.
Passou-a para o frasco e ficou um longo momento a olhar para ela.
– Agora
você é minha! – disse-lhe – Toda a sua beleza me pertence.
A
borboleta agitou as asas muito levemente e ele ouviu a mesma voz que
há instantes o encantava:
– Isso
não é possível! – era a borboleta que falava. – Sabe como
surgiram as borboletas? Foi há muito, muito tempo, na Índia. Vivia
então ali um homem sábio e bom, chamado Buda...
Vladimir
esfregou os olhos:
– Meu
Deus! Estou sonhando?
A
borboleta riu:
– Isso
não tem importância. Ouve a minha história. Buda, o tal homem
sábio e bom, achou que faltava alegria ao ar. Então, colheu uma mão
cheia de flores e lançou-as ao vento e disse: voem! E foi assim que
surgiram as primeiras borboletas. A beleza das borboletas é para ser
vista no ar, entende? É uma beleza para ser voada.
– Não!
– disse Vladimir abanando a cabeça. – Eu sou um caçador de
borboletas. As borboletas nascem, voam e morrem, e, se não forem os
colecionadores, como eu, desaparecem para sempre.
– Está
enganado. Há certas coisas que não se podem guardar. Por exemplo,
não pode guardar a luz do luar, ou a brisa perfumada de um pomar de
macieiras. Não pode guardar as estrelas dentro de uma caixa. No
entanto, pode colecionar estrelas. Escolhe uma quando a noite chegar.
Será sua. Mas deixa-a guardada na noite. É ali o lugar dela.
– Se
eu libertar-lhe agora... – perguntou Vladimir – Você será
minha?
A
borboleta fechou e abriu as asas iluminando o frasco com uma luz
colorida.
– Já
sou sua. – disse – E você já é meu. Sabe? Eu coleciono
caçadores de borboletas.
Vladimir
regressou à casa alegre como um pássaro. O pai quis saber se ele
tinha feito uma boa caçada. O menino mostrou-lhe, com orgulho, o
frasco vazio:
– Muito
boa! – disse. – Está vendo? Deixei fugir a borboleta mais bela
do mundo.
Responda
ao que lhe é pedido sobre o texto que você leu de José Eduardo
Agualusa (adapt.).
1.
Quais
foram os presentes que Vladimir recebeu no Natal?
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
3.
Por
que razão Vladimir achou que estava sonhando? Complete a frase,
assinalando com X
a
resposta correta. Vladimir julgou que estava sonhando, porque...
(
) a voz que falava era doce e macia. ( )
sentia os olhos fechando.
(
) sabia que as borboletas não falam.
( ) tinha acordado há muito pouco tempo.
4.
Que
história contou a borboleta à Vladimir?
5.
A
borboleta falou a Vladimir de «certas coisas que não se podem
guardar» . Descubra-as na lista seguinte e assinala-as com X.
(
) A alegria do caçador ( ) A luz do luar
(
) O perfume das macieiras ( ) A beleza
das flores
(
) A frescura dos regatos ( ) As
estrelas do céu
(
) O cantar dos pássaros ( ) O calor do
sol
6.
Assinale
com um X
a
frase que completa a afirmação seguinte, de acordo com o texto.
Vladimir
só libertou a borboleta, quando ela...
(
) lhe contou a história de um homem chamado Buda.
(
) lhe disse que a beleza das borboletas é para ser vista
no ar.
(
) lhe falou das coisas que não se podem guardar.
(
) lhe explicou que já pertenciam um ao outro.
7.
Ligue
as duas partes das frases que lhe contam resumidamente a história.
Escreva o número à frente da letra. Siga os exemplos.
(
A ) Esta
história começa
(
1
) a
borboleta mais bela do mundo.
(
B ) De
todos os presentes, Vladimir preferiu (
2
) para
junto do rio.
(
C ) Logo
nessa tarde, saiu
( 3 )
com
a rede.
(
D ) Foi
assim que conheceu (
4
) a
falar com ele.
(
E ) Apanhou-a
(
5
) no
Natal.
(
F ) Ela
começou (
6
) que
há coisas que não se podem guardar.
(
G ) A
borboleta ensinou-lhe
(
7
) libertar
as borboletas.
(
H ) Então
Vladimir decidiu (
8
) o
equipamento para caçar borboletas.
A
–
____ B
–
____ C
–
____ D
–
____ E
–
____ F
–
____ G
–
____ H
–
____
8.
Escolha um lindo título para este texto. Escreva-o na linha que está
no início do texto.
Gramática
1)
Reescreva as frases substituindo os artigos
definidos por artigos indefinidos.
a)
“A borboleta agitou a asa muito levemente e ele ouviu a mesma voz
que há instantes o encantava:”
_____________________________________________________________________________________
b)
“O menino mostrou-lhe, com orgulho, o frasco vazio:”
____________________________________________________________________________________
2)
Preencha a tabela abaixo pesquisando palavras do texto:
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Monossílaba
|
Dissílaba
|
Trissílaba
|
Polissílaba
|
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3)
Observe as palavras abaixo com muita atenção, reescreva as mesmas
no quadro de acordo com a classificação, e circule os dígrafos ou
encontros consonantais existentes.
empenho carrossel
escada açougue quindim
exceção águia quilo charuto aspargo
eletricista
amargo
piscina troféu carretel passarela esteira
assado
|
Dígrafos
na mesma sílaba
|
Dígrafos
em sílabas separadas
|
Encontro
consonantal
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4)
Classifique as palavras abaixo quanto ao encontro vocálico. Ditado
das palavras:
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|
Ditongo
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Tritongo
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Hiato
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Produção
de texto:
Você
pode conquistar todas as coisas que quiseres na vida. Basta que sejas
honesto, trabalhes e estudes respeitando sempre as pessoas que te
cruzarem o caminho e mostrando suas opiniões sem violências físicas
ou morais. Então, brilhe no mundo e não desista nunca de seus
sonhos.
Nas
linhas abaixo escreva um texto narrando as pessoas que você mais
admira e porque elas são tão importantes em sua vida. Capriche e
escreva a caneta, lembrando-se que deve haver parágrafo com
pontuação e letra maiúscula ao iniciá-los.
Marcadores:
6º ano,
Interpretação de texto,
português,
redação
Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
EM MAUS LENÇÓIS
Eu tinha apenas quatorze anos quando fugi de casa pela primeira vez. Não suportando a tensão que me aniquilava, efeito das perseguições e xingamentos incessantes, tratei de escapulir. Frequentava o ginásio, mas, entre os meus colegas, considerava-me perseguido e humilhado. No meu lar não tinha liberdade para nada, vivia confinado, aguentando ameaças e descomposturas; na escola sempre preterido, por este ou aquele pretexto, rejeitado até nas atividades esportivas de que tanto gostava. Sempre o pior trajado, o uniforme sovadíssimo, de um amarelo desbotado, horrível, e os sapatos estropiados, desmanchando-se. Era tempo de guerra, havia crise. Mas eu não compreendia isso: meus colegas vestiam-se bem. O pior mesmo eram as xingações, as invectivas.
Ela bradava com frequência:
___ Você anda jogando buzo com os botões da calça! Não é capaz de andar arrumado, limpo, moleque sem-vergonha!O seu fim vai ser triste, bruaco!...
Ele corroborava, mesmo à mesa das refeições:
___ Você não merece o feijão que come, pedaço de asno, ignorante!...
Não aguentei. Meti algumas peças de roupa dentro da bolsa escolar e, ao invés de dirigir-me ao ginásio, emboquei num ônibus estacionado na rodoviária. Vazio, aguardava horário de partida e, também, os passageiros que dia a dia minguavam. Não me foi difícil, pois, passar despercebido. Encaracolado atrás do encosto do último assento, esperei ansiosa e nervosamente a partida: minha independência. Apesar de ter sido bem-sucedido naquela estratégia comum de fuga, não driblei por muito tempo o fracasso. Na madrugada imediata, enquanto eu dormia no banco de uma jardineira carunchenta, abandonada nas proximidades de um posto de gasolina, fui descoberto por um bate-pau e prontamente conduzido ao xadrez. Sem mais cerimônias, cortaram-se as asas e meteram-me na gaiola. Permaneci várias semanas ali esquecido, sem jamais ser interrogado, e sem ninguém dar-se pela presença de uma criança na cadeia pública. Tinha, aliás, por companheiro, um outro garoto, mais ou menos de minha idade, que já se achava preso há mais tempo.Também fora encontrado a sós e metido a ferros. Era necessário limpar as ruas da progressista comarca, dar segurança e tranquilidade aos seus moradores ordeiros e pacatos. Ao reclamar da situação, o carcereiro, bocejando de tédio, respondeu-me:
___ Quando vier o novo delegado, ele resolve...
___ E eu? Perguntou Giba.
___ Está na mesma... Dependo do delegado que vier. Às vezes vem logo, às vezes não...
Em tal expectativa passamos tempo considerável.
( Antônio Machetti )
ESTUDO DO VOCABULÁRIO
1- Substitua as palavras destacadas por outras com o mesmo significado, de acordo com o contexto do texto.
a- “Não suportei a tensão que me aniquilava.”
b- “Eu vivia confinado, aguentando ameaças e descomposturas.”
c- “O pior mesmo eram as xingações, as invectivas.”
d- “Os sapatos estropiados desmanchavam-se.”
2- Dê o significado das expressões em destaques.
a- “Você não merece o feijão que come”.
b- “Fui descoberto por um bate-pau e metido a ferros.”
3- Reescreva as frases, substituindo as palavras em destaque pelo sinônimo que aparece no texto.
a-“ Entrei num ônibus estacionado ...”
b- “Os passageiros dia a dia escasseavam.”
c- “Enrolado atrás do último ...”
d- “Ele confirmava, mesmo à mesa das refeições.”
COMPREENSÃO DO TEXTO
1- Quem é o narrador do texto?
2- O que ele nos conta?
3- O que a personagem central fazia antes de abandonar o lar?
4- Por que resolveu fugir?
5- Por que era perseguido e humilhado pelos colegas?
6- O que aconteceu ao rapaz, quando fugiu de casa?
7- Por que fracassou na sua tentativa de fuga?
8- Sua situação se resolveu de imediato? Por quê?
9- O garoto voltou para casa? Se voltou tentou fugir novamente? Justifique sua resposta com um trecho do texto.
10- Assinale, a fuga é consequência:
a- do fato de ele ser mal compreendido e humilhado em casa?
b- de ele não ter liberdade?
c- de ele ser um menino rebelde?
11- Quem é Giba?
12- Onde o rapaz estava e o que fazia, quando foi trancafiado na cadeia?
13- Retire do texto expressões que mostrem o tempo da narrativa.
14- “Você não merece o feijão que come, pedaço de asno, ignorante!..”. Quem dizia isso ao rapaz?
15- Explique o título do texto.
Marcadores:
7º ano,
Interpretação de texto,
português
Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
ALEXANDRE E A COBRA
De repente, quando mal me precatava, senti uma pancada no pé direito. Puxei a rédea, parei, ouvi um barulho de guiso, virei-me para saber de que se tratava e avistei uma cascavel assanhada, enorme, com dois metros de comprimento.
___ Dois metros, seu Alexandre? inquiriu o cego preto Firmino. ____ Talvez seja muito.
___ Espere, seu Firmino - bradou Alexandre zangado. ___ Quem viu a cobra foi o senhor ou fui eu?
___ Foi o senhor – confessou o negro.
___ Então escute. O senhor, que não vê, quer enxergar mais que os outros que têm vista. Assim é difícil a gente se entender, seu Firmino. Ouça calado, pelo amor de Deus. Se achar falha na história, fale depois e me xingue de potoqueiro.
___ Perdoe – rosnou o cego. ___ É que eu gosto de saber as coisas por miúdo.
___ Saberá, seu Firmino, - berrou Alexandre. ___ Quem disse que o senhor não saberá? Saberá. Mas não me interrompa, com os diabos. Ora muito bem. A cascavel mexia-se com raiva chocalhando e preparando-se para armar novo bote. Tinha dado o primeiro, de que falei, uma pancada aqui no pé direito. “___ Os dentes não me alcançaram porque estou bem calçado”, foi o que presumi. Saltei no chão e levantei o chicote, pois ali perto não havia pedra nem pau. A miserável enrolava-se, os olhos redondos pregados em mim, e a língua fora da boca. Zás! Desmanchei-lhe a rodilha com uma chicotada. Tentou endireitar-se, estraguei-lhe os planos com o chicote e fui batendo, batendo, até que, desanimada, ela meteu o rabo entre as pernas e botou-se devagarinho para um monte de garranchos de coivara.
___ Como é isso, seu Alexandre? – perguntou o cego. ___ A cascavel meteu o rabo entre as pernas? Cascavel não tem pernas.
___ Está claro que não tem – respondeu Alexandre. ___ Quando a gente diz que uma criatura mete o rabo entre as pernas, quer dizer que ela se encolhe, capionga, percebe? Foi o que se deu. Não é preciso um bicho ter pernas para meter o rabo entre as pernas. Seu Firmino é pessoa de entendimento curto e não compreende isso. A cascavel, que não tinha pernas, meteu o rabo entre as pernas e esgueirou-se para os garranchos e folhas secas que havia junto da estrada. Corri atrás dela e obriguei-a a voltar. Amiudei os golpes, a desgraçada bambeou e nem pediu fogo para o cachimbo. Machuquei-lhe a cabeça com o salto da bota. Estrebuchou, fez o que pôde para arrumar-se em novelo, depois se aquietou e ficou estirada na poeira. Baixei-me e medi o corpo mole: nove palmos e meio espichados. Isto é com o senhor, seu Firmino. Nove palmos e meio, entendeu? Mais de dois metros, penso eu.
( Ramos, Graciliano. “O estribo de prata”. 18ª. ed. São Paulo. Ed. Record, 1979 )
1- Estabeleça relação entre as colunas.
a- precatar ( ) mentiroso, loroteiro
b- potoqueiro ( ) agitar-se com violência, debater-se
c- rodilha ( ) prevenir, precaver, acautelar
d- coivara ( ) em forma de rolo, enrodilhado
e- estrebuchar ( ) pilha de ramagens que se queima, no campo, para limpar o terreno
f- inquiriu ( ) vacilou
g- capionga ( ) perguntou
h- bambeou ( ) tristonha
2- “A cascavel mexia-se com raiva ... para armar um novo bote”. “Bote” tem aí o sentido de:
( ) pôr, colocar, ( ) embarcação pequena, ( ) salto do animal sobre a presa, ( ) ataque, investida.
3- “A cascavel meteu o rabo entre as pernas?”, que explicação Alexandre deu a seu Firmino sobre a expressão “ meteu o rabo entre as pernas”?
4- Explique a expressão: “Seu Firmino é “pessoa de entendimento curto” e não compreende isto.”
5- De acordo com o texto atribua as características, usando A para Alexandre e F para Firmino:
( ) mentiroso ( ) cego ( ) minucioso ( ) exagerado.
6- O cego Firmino colocava em dúvida as histórias contadas por Alexandre. Retire do texto a passagem que comprova isto
1ª)
2ª)
7- ”Saltei no chão e puxei o chicote”. Onde se encontrava Alexandre para ter saltado no chão? Retire do texto a passagem que comprova a sua resposta.
8- Qual era a reação de Alexandre quando desconfiavam de suas histórias?
9- “O senhor, que não vê, quer enxergar mais que os que têm vista?”. Para Alexandre, o cego queria: ( ) ser muito inteligente; ( ) conhecer bem o assunto; ( ) saber mais do que os outros
( ) adivinhar o futuro?
10- De acordo com a descrição de Alexandre, como era a cascavel que ele encontrou?
11- Algumas frases do texto estão colocadas abaixo, fora de ordem. Numere-as tendo em vista a sequência de acordo com o texto.
( ) “Se achar falha na história, fale depois e me xingue de potoqueiro.”
( ) “... avistei uma cascavel assanhada, enorme, com dois metros de comprimento.”
( ) “Amiudei os golpes, a desgraçada bambeou e nem pediu fogo para o cachimbo.”
( ) “Saltei no chão e levantei o chicote, pois ali perto não havia pedra nem pau.”
( ) “___ Dois metros, seu Alexandre?”
12- De acordo com o texto a quem se referem as palavras abaixo destacadas?
a- “... e preparando-se para armar novo bote.” ____________________________________
b- “... os olhos redondos pregados em mim...” ____________________________________
c- “... estraguei-lhe os planos com o chicote ...” ___________________________________
“... e obriguei-a a voltar.” _____________________________________________________
d- “Baixei-me e medi o corpo...” ______________________________________________
13- No texto foi utilizado o discurso direto. Retire um trecho que confirme essa afirmação.
14- Que tipo de narrador o texto apresenta? Comprove sua resposta.
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Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
A VELHA CONTRABANDISTA
Atividade: Interpretação de texto - 6ºano - Texto: A Velha Contrabandista.
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.
- Juro – respondeu o fiscal.
- É lambreta.
(Stanislaw Ponte Preta)
##########################################
Interpretação do texto
1) O que a velhinha carregava dentro do saco, para despistar o guarda?
_________________________________________________________________________________
2) O que o autor quis dizer com a expressão “tudo malandro velho”?
_________________________________________________________________________________
3) Leia novamente o 4º parágrafo do texto e responda:
Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontólogo”, a que tipo de dentes ele se referia?
_________________________________________________________________________________
4) Explique com suas palavras qual foi o truque da velhinha para enganar o fiscal.
_________________________________________________________________________________
5) Quando a velhinha decidiu contar a verdade?
_________________________________________________________________________________
6) Qual é a grande surpresa da história?
7) Numere corretamente as frases abaixo, observando a ordem dos acontecimentos.
( ) O fiscal verificou que só havia areia dentro do saco.
( ) O pessoal da alfândega começou a desconfiar da velhinha.
( ) Diante da promessa do fiscal, ela lhe contou a verdade: era contrabando de lambretas.
( ) Todo dia, a velhinha passava pela fronteira montada numa lambreta, com um saco no bagageiro.
( ) Mas, desconfiado, o fiscal passou a revistar a velhinha todos os dias.
( ) Durante um mês, o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
( ) Então, ele prometeu que não contaria nada a ninguém, mas pediu à velhinha que lhe dissesse qual era o contrabando que fazia.
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.
- Juro – respondeu o fiscal.
- É lambreta.
(Stanislaw Ponte Preta)
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Interpretação do texto
1) O que a velhinha carregava dentro do saco, para despistar o guarda?
_________________________________________________________________________________
2) O que o autor quis dizer com a expressão “tudo malandro velho”?
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3) Leia novamente o 4º parágrafo do texto e responda:
Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontólogo”, a que tipo de dentes ele se referia?
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4) Explique com suas palavras qual foi o truque da velhinha para enganar o fiscal.
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5) Quando a velhinha decidiu contar a verdade?
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6) Qual é a grande surpresa da história?
7) Numere corretamente as frases abaixo, observando a ordem dos acontecimentos.
( ) O fiscal verificou que só havia areia dentro do saco.
( ) O pessoal da alfândega começou a desconfiar da velhinha.
( ) Diante da promessa do fiscal, ela lhe contou a verdade: era contrabando de lambretas.
( ) Todo dia, a velhinha passava pela fronteira montada numa lambreta, com um saco no bagageiro.
( ) Mas, desconfiado, o fiscal passou a revistar a velhinha todos os dias.
( ) Durante um mês, o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
( ) Então, ele prometeu que não contaria nada a ninguém, mas pediu à velhinha que lhe dissesse qual era o contrabando que fazia.
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Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
O pé da múmia
1— Cinco luíses pelo pé da princesa Hermonthis é pouco, muito pouco, na verdade. Trata-se de um pé autêntico — disse o vendedor balançando a cabeça e girando os olhos nas órbitas. — Vamos, leve-o, e ainda lhe dou a embalagem de presente — acrescentou, enrolando-o num velho pano adamascado —; muito bonito, damasco verdadeiro, damasco das Índias, que nunca foi tingido de novo, forte, macio — murmurava passeando os dedos pelo tecido puído, com um resquício de hábito comercial que o fazia elogiar um objeto de tão pouco valor que ele mesmo o considerava digno de ser dado.
2 Ele colocou as moedas de ouro numa espécie de bolsa medieval presa à cintura, repetindo:
3 — O pé da princesa Hermonthis para servir de peso de papel!
4 Depois, fixando em mim suas pupilas fosfóricas, disse numa voz estridente como o miado de um gato que acabou de engolir uma espinha:
5 — O velho faraó não ficará contente, ele amava a filha, o grande homem.
6 — O senhor fala como se fosse seu contemporâneo. Apesar de velho, o senhor não é do tempo da pirâmides do Egito — respondi-lhe rindo, da porta da loja.
7 Voltei para casa bastante satisfeito com minha aquisição. Para fazer bom uso dela imediatamente, coloquei o pé da divina princesa Hermonthis sobre uma pilha de papéis. Eram esboços de versos e um mosaico indecifrável de rasuras: artigos começados, cartas esquecidas e engavetadas, algo que acontece com frequência com os distraídos. O efeito era encantador, bizarro e romântico.
8 Satisfeitíssimo com aquele embelezamento, desci para a rua e fui passear com a gravidade apropriada e o orgulho de um homem que tem, sobre todas as pessoas por quem passa, a extraordinária vantagem de possuir um pedaço da princesa Hermonthis, filha do faraó. Téophile Gauthier. In Hélène Montardre.
Medo: Histórias de terror. Trad. Júlia da Rosa Simões. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 13. 1
1) O clima de mistério do conto, já instaurado pela estranheza do produto vendido na loja de antiguidades, é acentuado por alguns índices sutilmente distribuídos ao longo dessa estranha negociação. Indique três desses índices e levante hipóteses sobre o significado deles.
2) Qual é o foco narrativo do conto? Como a escolha desse foco narrativo pôde contribuir para a instauração do mistério?
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Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
OS SEMEADORES DA VIA LÁCTEA
Os alienígenas humanóides
Nove estranhos seres o fitavam. Não eram humanos. Nem robôs. Alex presumiu que se tratava de alienígenas humanóides.
(...) Alguns eram branco-pálidos, outros esverdeados. Todos pareciam ter recebido banhos de bílis, cujos pigmentos amarelados haviam aderido ao corpo, como sardas.
Possuíam cabeça, tronco e membros. Inteiramente carecas, tinham apenas um olho no meio da testa. Esse detalhe abalou Alex; mais chocado ficou quando descobriu que possuíam um segundo olho na parte traseira da cabeça. Deviam ter cérebros privilegiados para captar e interpretar sinais em um círculo de 360 graus.
Não contavam com sobrancelhas nem barbas. Os narizes eram finíssimos e alongados. Das narinas saiam chumaços de pelos arruivados. Era a única parte visível dos seus corpos com pelos.
Revelações sobre viagens dos discos voadores
Grins dissera extra ordinária, separando a palavra, dando à frase um sentido duplo e contraditório. Seria um ET irônico, trocadilhista e gozador. Mas Alex precisava de informações e fora ele o escolhido para responder.
___ Quantas vezes os skissianos visitaram a Terra? ___ perguntou Alex.
___ Três ___ disse Grins. ___ A primeira, pelo calendário de vocês, em 1789.
___ Esse ano foi fundamental para a História da Humanidade. A partir daí tudo mudou. So-
brevoaram Paris?
___ Sobrevoamos.
___ Notaram algo de anormal?
___ Morticínios. Pancadarias. Tiroteios. Sangue. Cabeças guilhotinadas. Arruaças. Bandeiras desfraldadas.. Nada sério. Briguinhas internas, sem importância. Como nosso critério de avaliar o adiantamento de uma civilização é a tecnologia espacial e o sentimento de integração dos seres vivos ao cosmos, nada do que observamos nos interessou. A matança parisiense provou que o homem se encontrava numa idade mental primitiva. Marcamos em nossa agenda para retornar à Terra após 3000 anos... Pelos nossos cálculos era um tempo suficiente para o homem civilizar-se.
___ Por que se anteciparam?
___ Uma das nossas sondas de observação astronômica que percorre a Via Láctea incessantemente registrou grande luminosidade na Terra em 1945. ao analisar as imagens, nossos cientistas se surpreenderam com essa novidade cósmica. Mandamos à Terra a espaçonave Scanfs Digs ___ cujo nome significa cidade voadora ___ com 99 pesquisadores. Em 1960 sobrevoamos o planeta com seis discos voadores, enquanto a nave mãe permanecia em órbita terrestre. Filmamos campos e cidades. Ficamos impressionados com o progresso da Terra! Em menos de dois séculos vocês haviam inventado artigos de grande utilidade, como cachorro-quente, margarina, café solúvel, batata frita...
___ Pera lá! ___ interrompeu Alex. ___ Não cuidamos apenas da culinária.
___ Não quis dizer isso ___ continuou Grins. ___ Vocês também inventaram metralhadoras, granadas de mão, bomba atômica...
___ Não fabricamos apenas armas de guerra ___ protestou Alex. ___ Houve quem se preocupasse por outras coisas... Que me diz do avião?
___ Seu patrício Santos Dumont goza de muito prestígio entre nós ___ continuou Grins. ___ Se ele tivesse se submetido a intervenções cirúrgicas de amputações de dedos, transferência da posição dos olhos, implantação de novo sexo, teria se transformado num skissiano autêntico! Seria um dos nossos heróis espaciais!
___ E quanto à luminosidade de 1945? Não vai dizer que foi a bomba atômica! ___ falou Alex, sem dar importância ao nonsense de Grins.
___ Tenho a desagradável obrigação de dizer que foi. Os terrestres não têm ideia da radiação nefasta que viaja pelo espaço sideral, devido a esse terrível artefato... Se continuarem com essa fúria de destruição, vão infectar a Via Láctea... O Universo inteiro...
Os dois ficaram em silêncio. Com ironia e galhofa, Grins apresentara temas muito sérios para meditação.
___ E aí? O que fizeram?
___ Deixamos ao redor da Terra sondas de captação de rádio e televisão e voltamos para Skiss. No trajeto entre o seu e o meu planeta colocamos no interespaço uma rede com nove estações retransmissoras de imagens e sons. Durante anos gravamos e estudamos programas de vários países da Terra. Trinta e três especialistas decodificaram, traduziram e catalogaram tudo o que havíamos recebido.
___ O que aconteceu com esse material?
___ Depois de detalhada análise, o grupo recomendou a imediata destruição de 100% dos programas de rádio. E a incinerarão de 99% dos programas de televisão. Mesmo assim sobrou 1% de natureza educativa, o suficiente para entendermos a evolução da Terra, desde o começo até hoje.
___ E onde está esse material? ___ interessou-se o terráqueo.
Grins dirigiu-se à parede escamoteável. Abriu-a e dela tirou uma latinha semelhante à conhecida de Alex.
___ Aí está ___ disse Grins, abrindo o objeto.
Alex contou 37 cigarrinhos brancos, presos a encaixes, parecidos com os carretéis de linha que sua mãe guardava na caixa de costura.
___ Toda a cultura e a história da Terra encontra-se aí? ___ duvidou Alex, entre incrédulo e decepcionado.
___ Toda... ___ confirmou Grins.
( Paulo Rangel – “Os semeadores da Via Láctea”)
VOCABULÁRIO
BÍLIS –líquido esverdeado e amargo segregado pelo fígado / CONTRADITÓRIO-oposto, ambíguo / NONSENSE- expressão inglesa que significa não ter sentido / TROCADILHISTA- pessoa que faz trocadilho, jogo de palavras parecidas no som e diferentes no significado.
1- Relacione as palavras destacadas aos seus significados.
a- zombaria, gracejo b- que causa desgraça c- descrente d- genuíno
( ) “Os terrestres não têm ideia da radiação nefasta...”
( ) “... teria se transformado num skissiano autêntico!”
( )... duvidou Alex, entre incrédulo e decepcionado.”
( ) “Com ironia e galhofa, Grins apresentara temas muito sérios para meditação.”
2- Relacione as palavras a seus significados, escrevendo-as nos parênteses.
ARTEFATO – INCINERAÇÃO- ESCAMOTÁVEL- CÓSMICA
a-( ) ... nossos cientistas se surpreenderam com essa novidade que pertence ao Universo.
b- ( ) ... devido a esse terrível objeto.
c- ( ) Grins dirigiu-se à parede que podia desaparecer sem que ninguém percebesse.
d- ( ) E a queima até reduzir a cinzas de 99% dos programas de televisão.
3- O texto começa com a descrição dos extraterrestres. Descreva:
a- sua aparência:__________________________________________________
b- seus olhos:____________________________________________________
c- seu rosto:______________________________________________________
d- seus narizes:___________________________________________________
4- Qual a hipótese levantada pelo narrador quanto à localização dos olhos dos alienígenas e sua influência no cérebro?
5- Quando os skissianos visitaram a Terra em 1789, viram morticínios, pancadarias, tiroteios, sangue, arruaças. Por que nada disso foi considerado importante para eles?
6- Responda às perguntas relacionadas ao tempo em que a ação se desenrolou.
a- Os skissianos visitaram a Terra pela primeira vez em 1789. Por que marcaram para retornar após 3000 anos?
b- Por que anteciparam a volta para 1945 ____________________
c- O que fizeram em 1960?______________________________________
7- O que Alex achou das considerações de Grins a respeito de Santos Dumont?
8- Identifique nas falas das personagens o que é uma hipótese e o que é a narração de um fato.
a- ( ___________________) “___ Uma das nossas sondas de observação astronômica...
registrou grande luminosidade na Terra em 1945.”
b- ( __________________) “Se continuarem com essa fúria de destruição, vão infectar a Via Láctea...”
9- O que aconteceu com o material que eles coletaram na Terra? Por quê?
10- Qual o problema abordado no texto?
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Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
A CAUSA DA CHUVA
(MILLOR FERNANDES, Fábulas Fabulosas)
1. Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não chegavam a uma conclusão.
2. – Chove só quando a água cai do teto do meu galinheiro, esclareceu a galinha.
3. – Ora, que bobagem! disse o sapo de dentro da lagoa. Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.
4. – Como assim? disse a lebre. Está visto que chove quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas d’água que tem dentro.
5. Nesse momento começou a chover.
6. - Viram? gritou a galinha. O teto do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva!
7. – Ora, não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando? disse o sapo.
8. – Mas, como assim? tornava a lebre. Parecem cegos? Não vêem que a água cai das folhas das árvores?
RESPONDA: Assinale a única opção correta de acordo com o texto:
1. Percebe-se claramente que a causa principal da inquietação dos animais era:
a.( ) a chuva que caía b.( ) a falta de chuva
c.( ) as discussões sobre animais d.( ) a conclusão a que chegaram
2. A resposta à questão 1 é evidenciada pela seguinte frase do texto:
a.( ) “Uns diziam que ia chover…” (parágrafo 1)
b.( ) “… outros diziam que ainda ia demorar.” (parágrafo 1)
c.( ) “Mas não chegavam a uma conclusão.” (parágrafo 1)
d.( ) “Não chovia há muitos e muitos meses.” (parágrafo 1)
3. O sapo achou que o esclarecimento feito pela galinha era:
a.( ) correto b.( ) aceitável c.( ) absurdo d.( ) científico
4. A expressão do texto que justifica a resposta da questão 3 é:
a.( ) “Como assim?” (par. 4) b.( ) “Viram?” (par. 6)
c.( ) “Ora, que bobagem!” (par. 3) d.( ) “Parecem cegos?”
5. A atitude da lebre diante das explicações dadas pelos outros animais foi de:
a.( ) dúvida interrogativa b.( ) aceitação resignada
c.( ) conformismo exagerado d.( ) negação peremptória
6. A expressão do texto que confirma a resposta à questão 5 é:
a.( ) “Como assim?” (par. 4) b.( ) “Viram?” (par. 6)
c.( ) “Ora, que bobagem!” (par. 3) d.( ) “Parecem cegos?” (par.
7. A fábula de Millôr Fernandes é uma afirmativa de que:
a.( ) as pessoas julgam os fatos pela aparência
b.( ) cada pessoa vê as coisas conforme o seu estado e seu ponto de vista
c.( ) todos tem uma visão intuitiva dos fenômenos naturais
d.( ) o mundo é repleto de cientistas
8. O relato nos leva a concluir que:
a.( ) a galinha tinha razão b.( ) a razão estava com o sapo
c.( ) A lebre julgava-se dona da verdade.
d.( ) as opiniões estavam objetivamente erradas.
9. Cada um dos animais teve sua afirmação satisfeita quando:
a.( ) a discussão terminou b.( ) chegaram a um acordo
c.( ) começou a chover d.( ) foram apartados por outro animal
10. Toda fábula encerra um ensinamento. Podemos sintetizar o ensino desta fábula através da frase:
a.( ) A mentira tem pernas curtas.
b.( ) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
c.( ) As aparência enganam. d.( ) Não julgueis e não sereis julgados.
ESCOLA ______________________________________________LÍNGUA PORTUGUESA
PROF ADRIANA T PIMENTEL ( ) Avaliação ( ) Trabalho ( ) tarefa de casa
NOME __________________________________ DATA ___________ANO: ____
: O índio
- Meu Deus,é ele!
Quem já conversou com um índio, assim um papo aberto, sobre futebol, religião, amor... ? A primeira ideia que nos vem é a da impossibilidade desse diálogo,risos, preconceito, talvez. O que dizer então da visão dos estrangeiros ,que pensam que andamos nus, atiramos em capivaras com flechas envenenadas e dançamos literalmente a dança da chuva pintados com urucu na praça da Sé ou na avenida Paulista?
Pois na minha escola no ano de 1995 ocorreu a matrícula de um índio. Um genuíno adolescente pataxó.
A funcionária da secretaria não conseguiu esconder o espanto quando na manhã de segunda-feira abriu preguiçosamente a portinhola e deparou-se com um pataxó sem camisa com o umbigo preto para fora, dois penachos brancos na cabeça e a senha número "um" na mão, que sem delongas disse:
– Vim matricular meu filho.
E foi o que ocorreu, preenchidos os papéis, apresentados os documentos, fotografias, certidões, transferências, alvarás, licenças etc. A notícia subiu e desceu rapidamente os corredores do colégio, atravessou as ruas do bairro, transpôs a sala dos professores e chegou à sala da diretora, que levantou e, em brado forte e retumbante, proclamou:
– Mas é um índio mesmo?
Era um índio mesmo. O desespero tomou a alma da pobre mulher; andava de um lado para o outro, olhava a ficha do novo aluno silvícola, ia até os professores, chamava dois ou três, contava-lhes, voltava à sala, ligava para outros diretores pedindo auxílio, até que teve uma idéia: pesquisaria na biblioteca. Chegando lá, revirou Leis, Decretos, Portarias, Tratados, o Atlas, Mapas históricos e nada. Curiosa com a situação, a funcionária questionou: – qual o problema para tanto barulho?
– Precisamos ver se podemos matricular um índio; ele tem proteção federal, não sabemos que língua fala, seus costumes, se pode viver fora da reserva; enfim, precisamos de amparo legal. E se ele resolver vir nu estudar, será que podemos impedir?
Passam os dias e enfim chega o primeiro dia de aula, a vinda do índio já era notícia corrente, foi amplamente divulgada pelo jornal do bairro, pelas comadres nos portões, pelo japonês tomateiro da feira, pelos aposentados da praça, não se falava noutra coisa. Uma multidão aguardava em frente da escola a chegada do índio, pelas frestas da janela, que dava para o portão principal, em cima das cadeiras e da mesa, disputavam uma melhor visão os professores – sem nenhuma falta –, a diretora, a supervisora de ensino e o delegado.
O porteiro abriu o portão – sem que ninguém entrasse – e fitou ao longe o final da avenida; surgiu entre a poeira e o derreter do asfalto um fusca, pneus baixos, rebaixado, parou em frente da escola, o rádio foi desligado, tal o silêncio da multidão que se ouviu o rangido da porta abrir, desceu um menino roliço, chicletes, boné do Chicago Bulls, tênis Reebok, calça jeans, camiseta, walkman nas orelhas, andou até o porteiro e perguntou:
– Pode assistir aula de walkman?
Edson Rodrigues dos Passos. In: Nós e os outros: histórias de diferentes culturas.São Paulo. Ática, 2001.
RESPONDA AS PERGUNTAS ABAIXO:
1. Na escola, tudo corria tranquilamente. O que vem mudar esta situação?
2. Por que a diretora consultou os documentos citados no texto?
3. Em quais documentos a diretora poderia encontrar amparo legal para matricular o índio?
4. Por que a comunidade tinha expectativa pela chegada do índio?
5. O menino pataxó correspondeu à expectativa que a comunidade tinha a respeito dele?
6. O menino chega mascando chicletes, usando boné do Chicago Bulls, tênis Recep, calça jeans, walkman nas orelhas. A que cultura associou os elementos citados?
7. Das frases abaixo, qual é a que mais se aproxima da questão cultural indígena tratada no texto?
a) É bom que todos tenham a oportunidade de partilhar os avanços tecnológicos.
b) É uma pena que os povos percam sua identidade.
c) Eu uso esses produtos, mas o índio usando é estranho.
8. A expressão brado retumbante aparece em um importante texto brasileiro. Você sabe qual?
9. Como o conflito se resolve no final
10. Você acha normal a reação das pessoas ao ver um índio? Você também teria esta reação? Justifique sua resposta.
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Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
Leia e pense!
Coreógrafa e neto com doença rara quase são impedidos de embarcar em voo
A bailarina e coreógrafa carioca Deborah Colker, da Cia de Dança Deborah Colker, quase foi impedida nesta segunda-feira (19) de embarcar em um avião da Gol que saiu de Salvador rumo a Porto Alegre, com conexão no Rio de Janeiro.
A justificativa dada pela tripulação do voo seria o fato de ela estar acompanhada do neto, que possui uma doença de pele.
"Estou muito triste com tudo isso que aconteceu, a única coisa que posso falar no momento é que amo muuuuito o meu neto!", publicou em seu perfil no Facebook.
O garoto, chamado Theo, possui uma doença genética da pele, caracterizada pela ausência de aderência entre a epiderme e a derme, a epidermólise bolhosa, que causa manchas vermelhas e não é contagiosa.
Segundo a filha de Deborah, Clara Colker, mãe do garoto, o comandante da Gol só autorizou a partida após a expedição de um atestado que comprovasse que a doença não é contagiosa, o que precisou ser feito de forma improvisada em uma folha em branco, por um médico dentro do avião.
"Minha vontade era descer do avião (...). Estavam todas as pessoas do avião super solidárias, preocupadas com o constrangimento com o Theo. (...) Nisso já passava uma hora de atraso, e o constrangimento [era] mega. Theo me viu chorando. Tentei disfarçar que o avião inteiro não estava atrasado por causa dele", publicou Clara no Facebook.
Segundo ela, o voo chegaria no Rio às 13h50, mas tocou o solo apenas às 16h10. Quando chegou no Rio, Deborah recebeu um telefonema do presidente da Gol, Paulo Kakinoff, se desculpando pelo ocorrido. A coreógrafa, no entanto, afirmou que irá processar a empresa por danos morais.
Procurada pelo UOL, a Cia de Dança Deborah Colker afirmou que, se houver qualquer ganho monetário com a causa, ele será direcionado integralmente para uma instituição de pesquisa que estude a epidermólise bolhosa, doença que atinge cerca de 5 milhões brasileiros e que não tem cura. Segundo a Cia, a coreógrafa vem se mobilizando há três anos para combater o preconceito e promover pesquisas na área.
"Eles começaram uma abordagem deselegante, arrogante, na frente do Theo. Extremamente constrangedor. Falei para eles: tenho companhia de dança, já viajei o mundo todo com ele e nunca passei por isso. Se fosse doença contagiosa, eu estaria infectada", afirmou por telefone ao "Jornal Hoje", da Rede Globo.
A Gol afirma que ainda que está analisando o caso e que vai tomar as medidas cabíveis. Em nota, a empresa diz que as medidas foram tomadas visando o bem-estar dos passageiros do voo e seguindo normas da Anvisa e da Associação Internacional de Transportes Aéreos. A empresa também pede desculpas e diz lamentar "profundamente os transtornos causados à família com relação à forma como foi conduzido o cumprimento de tais recomendações".
Disponível em: http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/20/coreografa-carioca-quase-e-impedida-de-embarcar-em-voo-da-gol.htm. Acesso em 20/08/2013.
1) Qual a manchete do texto?
2) Qual o lide? Escreva-o.
3) Qual o veículo utilizado para publicar a reportagem?
4) Há a estrutura de pirâmide invertida? Explique.
A bailarina e coreógrafa carioca Deborah Colker, da Cia de Dança Deborah Colker, quase foi impedida nesta segunda-feira (19) de embarcar em um avião da Gol que saiu de Salvador rumo a Porto Alegre, com conexão no Rio de Janeiro.
A justificativa dada pela tripulação do voo seria o fato de ela estar acompanhada do neto, que possui uma doença de pele.
"Estou muito triste com tudo isso que aconteceu, a única coisa que posso falar no momento é que amo muuuuito o meu neto!", publicou em seu perfil no Facebook.
O garoto, chamado Theo, possui uma doença genética da pele, caracterizada pela ausência de aderência entre a epiderme e a derme, a epidermólise bolhosa, que causa manchas vermelhas e não é contagiosa.
Segundo a filha de Deborah, Clara Colker, mãe do garoto, o comandante da Gol só autorizou a partida após a expedição de um atestado que comprovasse que a doença não é contagiosa, o que precisou ser feito de forma improvisada em uma folha em branco, por um médico dentro do avião.
"Minha vontade era descer do avião (...). Estavam todas as pessoas do avião super solidárias, preocupadas com o constrangimento com o Theo. (...) Nisso já passava uma hora de atraso, e o constrangimento [era] mega. Theo me viu chorando. Tentei disfarçar que o avião inteiro não estava atrasado por causa dele", publicou Clara no Facebook.
Segundo ela, o voo chegaria no Rio às 13h50, mas tocou o solo apenas às 16h10. Quando chegou no Rio, Deborah recebeu um telefonema do presidente da Gol, Paulo Kakinoff, se desculpando pelo ocorrido. A coreógrafa, no entanto, afirmou que irá processar a empresa por danos morais.
Procurada pelo UOL, a Cia de Dança Deborah Colker afirmou que, se houver qualquer ganho monetário com a causa, ele será direcionado integralmente para uma instituição de pesquisa que estude a epidermólise bolhosa, doença que atinge cerca de 5 milhões brasileiros e que não tem cura. Segundo a Cia, a coreógrafa vem se mobilizando há três anos para combater o preconceito e promover pesquisas na área.
"Eles começaram uma abordagem deselegante, arrogante, na frente do Theo. Extremamente constrangedor. Falei para eles: tenho companhia de dança, já viajei o mundo todo com ele e nunca passei por isso. Se fosse doença contagiosa, eu estaria infectada", afirmou por telefone ao "Jornal Hoje", da Rede Globo.
A Gol afirma que ainda que está analisando o caso e que vai tomar as medidas cabíveis. Em nota, a empresa diz que as medidas foram tomadas visando o bem-estar dos passageiros do voo e seguindo normas da Anvisa e da Associação Internacional de Transportes Aéreos. A empresa também pede desculpas e diz lamentar "profundamente os transtornos causados à família com relação à forma como foi conduzido o cumprimento de tais recomendações".
Disponível em: http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/20/coreografa-carioca-quase-e-impedida-de-embarcar-em-voo-da-gol.htm. Acesso em 20/08/2013.
1) Qual a manchete do texto?
2) Qual o lide? Escreva-o.
3) Qual o veículo utilizado para publicar a reportagem?
4) Há a estrutura de pirâmide invertida? Explique.
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Uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e dos outros.
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