Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Carta ao meu bem


Fruto da imaginação de Lucy ela diz: Vasculhando minhas gavetas encontro meu passado em uma carta de meu bem. Ele intitulou: "CARTA AO MEU BEM"

Eis a carta:
Din-don, din-don. São minhas linhas chegando a ti cheias de curiosidades pelo teu dia-a-dia e loucas para te contar tudo que vejo. Num envelope lacrado com teu nome desenhado, pelas mãos deste homem de roupas amarelas, te é entregue.
Sinto uma saudade tão forte que meu corpo teima em mostrar em minha face. Todavia, aqui estou embriagado com as belezas que meus dedos teimam em te relatar nestas linhas.
Tu não tens ideia como meus olhos se empolgam quando veem tão lindas mulheres. Mais parecem deusas que jogam seus feitiços, mas não me sinto a altura de tocá-las e acabo por me esquivar de qualquer aproximação. Assim, ando por caminhos os quais não correrei riscos de ser atingido por essa magia. E quando, meu coração e mente se unem na dor da saudade, procuro evitar qualquer aproximação de sincretismos religiosos do povo. Afinal, corro risco de acreditar na onipotência de algo superior a mim. Algo com poder de controlar meu destino e não mais, ser eu, o único detentor de meu amanhã.
Às vezes, acabo por me contradizer sobre minhas concepções quando vejo algumas situações inacreditáveis acontecerem. Torno-me menos razão e mais emoção.
A situação é tão confusa em mim que outro dia, pensei ter visto a onipotência em pessoa. Tu nem imaginas. Corri pra cumprimentá-lo pela sua grandiosidade da criação, mas tudo foi um engano e minha descrença nele voltou a se estabelecer.
Ah, tu sim, tens uma importância tão grande que meu mundo está a querer aqui, te sentir, te ver, te falar de pertinho. Meu corpo te suplica e propõe a troca de teus lindos presentes que aqui te aguardam por um só toque teu. Verás que és única quando teus pés tocarem esse solo e sentires o mundo a fazer-te honras por tua chegada.
Teu voo aterrissa que horas? Não irei a tua terra, mas porque tenho certeza que devo preparar tua chegada.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Patê de grão-de-bico




Ingredientes: 

300 gr de grão-de-bico
1 cabeça de alha bem amassado
Folhas de louro
Sal grosso
Azeite virgem Vinagre balsânico
Coentro
Salsa
Cebolinha
Orégano
Pimenta verde fresca

Modo de preparar:

Deixe o grão-de-bico de molho por volta de 12 horas com folhas de louro e o sal grosso.
Descarte a água e coloque o grão-de-bico em outra panela com água, um fio de azeite, e folhas de louro e cozinhe até ficar bem macio.
Escorra os grãos.
Bata no liquidificador o grão-de-bico junto com a pimenta verde, orégano, cebolinha, salsa, coentro.
Coloque em seguida em uma vasilha e reque com bastante azeite e umas gotas de vinagre balsânico. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Para Maria Helena Martins a leitura é um processo de compreensão de expressões formais e simbólicas, não importando por qual linguagem

Seria preciso, então, considerar a leitura como um processo de compreensão de expressões formais  e simbólicas, não importando por meio de que linguagem. Assim, o ato de ler se refere tanto a algo escrito quanto a outros tipos de expressão do fazer humano, caracterizando-se também como acontecimento histórico e estabelecendo uma relação igualmente histórica entre o leitor e o que é lido. (...) As inúmeras  concepções vigentes de leitura, grosso modo, podem ser sintetizadas em duas caracterizações:

1 - Como uma decodificação mecânica de signos linguísticos, por meio de aprendizado estabelecido a partir do condicionamento estímulo-resposta (perspectiva behaviorista-skinneriana);

2 - Como um processo de compreensão abrangente, cuja  dinâmica envolve componentes sensoriais, emocionais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos, bem como culturais, econômicos e políticos (perspectiva cognitivo-sociológica).


MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. 19. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994, pp..30-31.

domingo, 31 de março de 2013

Clovis, tu!



Brincamos de brigar,
Rimos das brincadeiras
E, brindamos o amor
com nossas almas arteiras.

Falamos o que sentimos,
E sentimos o que fazemos.

Nossos passos são lado a lado,
nem atrás nem na frente,
nós partilhamos da mesma estrada
sempre ligados em nossas mentes.

Nossas almas a muitos anos estão próximas,
embora ainda não sabíamos da existência um do outro,
Nesses encontros da vida tu bateu palmas em meu portão,
eu incrédula abri,
e desconfiada deixava entrar no meu coração.

Os anos estão se passando
Cada vez mais nossas diferenças aparecem
somos peças de um quebra-cabeças se encaixando
Estamos formando a tela da vida
com a certeza se completando para que no encaixar da última peça
apareça uma bela imagem querida.

Não mais pensamos que somos iguais,
temos a certeza que é nas diferenças que nossas peças humanas se encaixam
assim cada dia nos amamos mais
Como tenho tamanho convencimento?
Tuas atitudes diante da nossa vida são excepcionais
e mostram nosso encantamento.

Te amo Clovis Pavek. Obrigada por esse dois anos maravilhosos de casados e tantas coisas boas que tens colocado no meus dias.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

PÃO CASEIRO




INGREDIENTES

2 copos e 1/2 de água morno
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sal
1 ovo
1 copo de óleo
1 kg de farinha de trigo
50 g de fermento de padaria

MODO DE PREPARO
Misturar o fermento de padaria na água morna
Levar ao liquidificador o açúcar, o óleo, o sal, o açúcar, o ovo e a água com o fermento
Bater por alguns minutos
Colocar em uma bacia grande esta mistura e acrescentar o trigo aos poucos, misturando com as mãos (a quantidade de trigo suficiente se dá quando a massa não grudar em suas mãos)
Deixar crescer por 1 hora
Dividir a massa em partes e enrolar os pães
Deixar crescer novamente por 40 minutos
Levar para assar por mais ou menos 30 minutos

domingo, 3 de junho de 2012

COMPARANDO INGLÊS E O ALEMÃO

...o inglês é uma língua com raízes germânicas (os linguistas classificam-na como "língua mista", pois ela também uma quantidade gigantesca de vocabulário latino). Muitas palavras de origem germânica que você aprende em inglês, são bem parecidas com o alemão.

foot - Fuß, hand - Hand, house - Haus, mouse - Maus, apple - Apfel, good - gut etc.

Mesmo as que parecem mais diferentes [porque sofreram mais mudanças fonéticas], são bem mais próximas do inglês que do português.
[Essas não parecem tanto, mas dá pra ver a ligação maior com o inglês].

go - gehen - ir; sister - Schwester - irmã; niece - Nichte - sobrinha; five - fünf - cinco etc.

Fora isso, há várias coisas da estrutura da língua que são parecidas entre as duas línguas. Aqui vão alguns exemplos:

a) adjetivos vêm antes dos substantivos:

a casa grande - the big house - das große Haus
um carro vermelho - a red car - ein rotes Auto 

b) os verbos modais do inglês têm uso especial e também não são conjugados como verbos comuns (apesar de os verbos modais alemães serem muito mais flexíveis e poderem ser conjugados em todos os tempos e pessoas).

He can swim - Er kann schwimmen.
May I ask you a question? - Darf ich dich etwas fragen?

c) o sistema de possessivos do inglês ainda é completo, inclusive para a terceira pessoa do singular tem também masculino, feminino e neutro (tal como no alemão). Isso já ajuda a entender o sistema do alemão, já que no português brasileiro a gente chama quase tudo de "seu/sua" e acaba sem saber se é "your, his, her, their" etc. Além disso, o inglês não acrescenta terminações aos possessivos, facilitando muita coisa.

Compare:
(em português eu colocarei só a forma masculina)
my - mein - meu
your - dein - teu / seu (a baldeação do pronome SEU e seus múltiplos significados já começa aqui hahah)
his - sein - seu / o...dele
her - ihr - seu / o...dela
its - sein - seu / o...dele(a)
our - unser - nosso
your - euer - seu / o... de vocês (em Portugal: vosso)
their - ihr - seu / o...deles(as)

E o alemão ajuda no inglês? 

Só tem uma coisa que eu entendi bem melhor em alemão e só depois meus olhos se abriram na língua inglesa: os PHRASAL VERBS (que em alemão seriam os verbos com prefixos separáveis e inseparáveis).
RETIRADO DO BLOG: http://www.aprenderalemao.com/2012/09/aprender-primeiro-ingles-ou-alemao.html

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Um porre!



Certo dia, talvez uns 11 anos atrás, meu celular tocou.
A única coisa que lembro claramente deste momento, foi a voz de minha mãe dizendo que a encontrasse na esquina da João Pessoa com Venâncio Aires.
Fiquei apreensiva e fui rapidamente vê-la.
Quando cheguei, ela estava séria, mas chorosa.
Disse que tinha acabado de vir do cardiologista.
Até aí, não me assustei.
Você está pensando que sou fria meu caro leitor? Não.
É fato. Minha mãe sempre disse, desde minha infância: Filha, a mãe não vai viver muito por causa do coração. O dia que a mãe morrer, tu deves pegar a maleta azul e levar ao Tadeu (advogado dela há muitos anos).
Só uma explicaçãozinha rápida. Quero contar a você que a maleta azul ainda existe, assim como minha mãe. Não sei hoje se devo levar ao Tadeu a tal maleta, nem o que ela contém. Se é que contém algo.
Bom, minha mãe ali, na minha frente, pronta a fazer uma “revelação bombástica”. E lá foi ela falando. O tal cardio a informou, após vários exames, que ela morreria em menos de um ano.
Acho que disse a ela qualquer coisa do tipo, fica tranqüila que vou cuidar de tudo.
Sempre fingi para família que era a PODEROSA ÍSIS, uma super heroína capaz de segurar o mundo que me cerca com o dedo mínimo.
Então voltei só pra minha casa.
Quando cheguei em casa, a ficha, os butiás e tudo mais caíram por terra. Minha mente repetia sem trégua: Nossa, terei que dar um jeito de mudar minha vida, ganhando dinheiro em pouco tempo pra aguentar o tranco, aliviando pelo menos o lado financeiro. Já que o emocional foi “prô saco”, ou seja, tudo perdido.
Dá pra se ter uma ideia da bomba que caiu na minha cabeça?
Eu, trabalhando mais de 12 horas, de segunda a segunda, em duas empresas ao mesmo tempo, com escalas de horários malucos, com a perspectiva de a qualquer momento ter que sustentar minha filha com oito anos e minha irmã grávida. Tudo isso com um salário que não chega a dois salários. Socorro!
Meu chão se abriu.
E acima de tudo, ainda irei perder a minha mãe. Brigando ou não, é minha mãe.
Loucura tudo isso.
Quando chegou a noite, fui a um bar de amigos de infância. Não lembro o nome do tal bar que ficava na Rua Lima e Silva, num balado bairro da noite de Porto Alegre.
Ao chegar, meus amigos estavam jogando poker entre eles, as portas do bar fechadas ao público. Acredito que era uma segunda-feira, porque o bar nunca abria neste dia e estava fechado.
Entrei já chorando, e contei o que havia acontecido.
Eles estavam bebendo um uísque. Destilado companheiro meu naquela noite.
Bebi muito enquanto repetia sem parar o que havia ouvido naquela tarde.
Penso que minha necessidade de aceitar a situação estava sendo apresentada na repetição que fazia das palavras ouvidas. Tentava assimilar e arrumar uma saída para esse horror prestes a concretizar-se.
Foi assim meu porre de uísque com consequências trágicas ao meu corpo.
Não julgo se atitude foi certa ou errada, apenas foi.
Bebi quase uma garrafa sozinha. Lembro de ter ido para o escritório do bar, me deitar em um sofá.
Alguém, tempos depois foi até lá, me despiu, me deu um banho e tudo mais.
Fui violentada? Não. De forma alguma.
Embora estivesse destilando o álcool pelos meus poros, me deixei envolver. Chorar enquanto braços me envolviam.
Na verdade, o que eu queria e precisava naquele momento, era de carinho apenas e não sexo.
Gostei ou foi bom? Também não. Devido meu estado de embriaguez, não seria possível um ato agradável a ponto de me fazer mulher. Totalmente distante do sexo-tesão.
Sei que eu queria uma única coisa, sentir-me protegida por um instante no meio daquele vendaval. Por isso, me deixei permitir.
Você leitor, percebe que não nego minha atitude?
Nem tento iludi-lo que bêbado não se lembra do que faz? Por que isso, não é verdade. Pelo menos não pra mim.
Bêbada ou não, lembro bem dos meus atos, por mais infames que sejam.
Pela manhã acordei, ainda sobre o efeito da bebida e fui pra casa.
Não sei dizer o que fiz pra não trabalhar aquele dia, ou pra alguém não ver o estado lastimável em que estava após esse meu declínio na capacidade de enfrentar a dor sem subterfúgios.
Esse é um relato de um dia da vida de uma pessoa muito comum.

Antes que você tenha cólicas de curiosidade, minha mãe está muito bem e eu continuo sem condições de manter uma casa com dignidade financeira ainda. Mas nem por isso bebo. Talvez com a própria maturidade, vejo essas situações de forma mais clara. Mesmo sem ser a Mulher Maravilha ou a Poderosa Ísis, levanto a cabeça pra enfrentar o que se apresenta.  

terça-feira, 9 de agosto de 2011

“A língua e a Sociolinguística.” Bechara diz: “O falante deve ser poliglota em sua própria língua”


Ao referir-se que um falante de determinada língua deve ser poliglota dela, certamente, Bechara faz a reflexão quanto ao fato da língua ser viva e para que a comunicação seja clara e efetiva, o emissor deve saber transmitir suas ideias, adequando a fala e a escrita afim de ser entendido. Logo, o destinatário também necessita ter o entendimento da linguagem referida.
Para que seja compreendida a frase de Bechara, a reflexão sobre ser poliglota da própria língua pode ser exemplificada pela linguagem usada no Brasil. O Brasil tem como língua oficial o português. E, este é falado por mais de 200 milhões de pessoas, sendo que é a quinta língua mais falada no mundo. Logo, possui uma diversidade cultural, social e intelectual imensa, tornando a língua portuguesa praticada com variações linguísticas muito acentuadas. Os sotaques, gírias e significações diferentes para mesma palavra, repetem-se o tempo todo em todo lugar dentro do país e fora dele. Portanto, um brasileiro ao se comunicar deve ter um conhecimento além do gramatical e aprender como as diferenças regionais, sociais, culturais e etárias refletem na língua portuguesa e suas formas de expressão. Tendo em vista, que o brasileiro quer efetivamente alcançar a compreensão de sua fala em seu ouvinte.
Sendo assim, o poliglota aplica adequadamente a fala ou escrita respeitando estas diversidades da língua, de forma a ser compreendido pelo destinatário, leitor ou ouvinte. Logo, sabendo que a língua é a chave principal da comunicação entre os homens, o falante se adéqua fazendo com que o destinatário possa decodificar sua mensagem e retransmití-la afim de cumprir-se com a função comunicativa da língua.
Ele irá se comunicar com um baiano ou paulista e será entendido por ambos, assim como irá se comunicar com um juiz e um gari sendo igualmente compreendido, sem dúvida por ter feito o uso adequado da língua com cada indivíduo. Do contrário, caso não tenha conhecimento amplo do idioma, poderá cometer gafes e até mesmo ser mal compreendido por sua falta de conhecimento das diferenças linguísticas existentes no português.
Portanto, a frase de Bechara vem trazer a necessidade do estudo da língua mãe de forma ampla, agramatical, gramatical e cultural para que a comunicação entre os falantes não seja truncada, com ambiguidades, subjetiva, inadequada ao público que deseja-se atingir.










































REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS






BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1986.
BECHARA, E. Ensino da Gramática; opressão? Liberdade? 4. ed. São Paulo, Ática, 1989.
BENVENISTE, E. Problemas de lingüística geral. São Paulo: National Edusp, 1976.

TERRA, Ernani. Linguagem, língua e fala. São Paulo: Scipione, 1997

quinta-feira, 28 de julho de 2011

De que maneira a leitura entra na vida das pessoas? Cada cabeça, uma sentença

De que maneira a leitura entra na vida das pessoas? Cada cabeça, uma sentença; cada leitor, uma história. Os bem-nascidos da leitura, na raiz de sua experiência, têm uma biblioteca, o convívio de outros leitores, o estímulo para ler e para entender sua percepção por outros textos, telas e sons. Os malnascidos na leitura buscam, no lixo, na solidão, no livro alheio, o encantamento que em outros (malnascidos, bem-nascidos, quase-nascidos ou quase-moribundos) nem teve tempo de existir. Encantamento que se comprova pelo tempo em que permanece e se renova, por olhos e cérebro expandidos de tanto olhar e pensar.
COSTA, Marta Morais da. Sempreviva, a leitura. Curitiba: Aymará, 2009, p.8.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Para Roland Barthes o texto de prazer é aquele que contenta, enche, dá euforia.

"Texto de prazer: aquele que contenta, enche, dá euforia; aquele que vem da cultura, não rompe com ela, está ligado a uma prática confortável da leitura. Texto de fruição: aquele que põe em estado de perda, aquele que desconforta (talvez até um certo enfado), faz vacilar as bases históricas, culturais, psicológicas do leitor, a consistência de seus gostos, de seus valores e de suas lembranças, faz entrar em crise sua relação com a linguagem˜.

BARTHES, Roland. O prazer do texto. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2002, p.20-21

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