Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

terça-feira, 9 de agosto de 2011

“A língua e a Sociolinguística.” Bechara diz: “O falante deve ser poliglota em sua própria língua”


Ao referir-se que um falante de determinada língua deve ser poliglota dela, certamente, Bechara faz a reflexão quanto ao fato da língua ser viva e para que a comunicação seja clara e efetiva, o emissor deve saber transmitir suas ideias, adequando a fala e a escrita afim de ser entendido. Logo, o destinatário também necessita ter o entendimento da linguagem referida.
Para que seja compreendida a frase de Bechara, a reflexão sobre ser poliglota da própria língua pode ser exemplificada pela linguagem usada no Brasil. O Brasil tem como língua oficial o português. E, este é falado por mais de 200 milhões de pessoas, sendo que é a quinta língua mais falada no mundo. Logo, possui uma diversidade cultural, social e intelectual imensa, tornando a língua portuguesa praticada com variações linguísticas muito acentuadas. Os sotaques, gírias e significações diferentes para mesma palavra, repetem-se o tempo todo em todo lugar dentro do país e fora dele. Portanto, um brasileiro ao se comunicar deve ter um conhecimento além do gramatical e aprender como as diferenças regionais, sociais, culturais e etárias refletem na língua portuguesa e suas formas de expressão. Tendo em vista, que o brasileiro quer efetivamente alcançar a compreensão de sua fala em seu ouvinte.
Sendo assim, o poliglota aplica adequadamente a fala ou escrita respeitando estas diversidades da língua, de forma a ser compreendido pelo destinatário, leitor ou ouvinte. Logo, sabendo que a língua é a chave principal da comunicação entre os homens, o falante se adéqua fazendo com que o destinatário possa decodificar sua mensagem e retransmití-la afim de cumprir-se com a função comunicativa da língua.
Ele irá se comunicar com um baiano ou paulista e será entendido por ambos, assim como irá se comunicar com um juiz e um gari sendo igualmente compreendido, sem dúvida por ter feito o uso adequado da língua com cada indivíduo. Do contrário, caso não tenha conhecimento amplo do idioma, poderá cometer gafes e até mesmo ser mal compreendido por sua falta de conhecimento das diferenças linguísticas existentes no português.
Portanto, a frase de Bechara vem trazer a necessidade do estudo da língua mãe de forma ampla, agramatical, gramatical e cultural para que a comunicação entre os falantes não seja truncada, com ambiguidades, subjetiva, inadequada ao público que deseja-se atingir.










































REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS






BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1986.
BECHARA, E. Ensino da Gramática; opressão? Liberdade? 4. ed. São Paulo, Ática, 1989.
BENVENISTE, E. Problemas de lingüística geral. São Paulo: National Edusp, 1976.

TERRA, Ernani. Linguagem, língua e fala. São Paulo: Scipione, 1997

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