Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

domingo, 19 de outubro de 2014

Religiosidade, família e vida

A religiosidade se difere de religião pelo fato da primeira referir-se a nossa prática e integração, envolvimento com a religião que escolhemos praticar. Obviamente, que a influência desta prática dentro da família pode vir a nos aproximar como também pode nos afastar, dependendo de nossos conceitos sobre o nosso mundo. A herança da prática vinda dos pais ou avós está presente em muitas famílias, mas não acredito ser uma tendência natural, e sim, uma imposição disfarçada de opção. Principalmente levando em consideração que há muita intolerância religiosa para com crenças que não sejam aquela pregada dentro da família.
Penso que o importante não é a religião que se tem, nem mesmo a religiosidade que nos envolve no sagrado. Acredito na importância de levarmos a vida da forma mais bonita, limpa e sincera que pudermos junto aos nossos semelhantes e nosso mundo. Se acreditas como eu que Deus está em todas as coisas temos de amar tudo e respeitarmos também. Se és cético e acreditas em ti mesmo, também percebes que vivemos em um mundo onde há necessidade de respeitarmos e amarmos tudo que nos cerca, pois a Física já nos diz, na primeira lei de Newton, tudo que vai volta. Plantando urtiga se tem urtiga e não rosas. Logo, de qualquer forma a vida deve ser privilegiada.

Adriana Tavares Pimentel

terça-feira, 26 de agosto de 2014

terça-feira, 12 de agosto de 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Quem sou????

foto tirada em 0408/2014

Sou Adriana Tavares Pimentel, filha de Carlos Alberto e Sirlei. Destes dois surgi e do meio me formei "gente", ou melhor, estou a todo dia me tornando “gente”.
Muitas coisas fiz na vida que não cabem em poucas linhas, por isso vou deixar alguns links aqui, se alguém se interessar em saber mais quem sou. Mas, cabe dizer que sou igual nas diferenças a qualquer pessoa, cheia de erros, decepções, histórias, acertos, sonhos, projetos, vontades, surpresas.
Fui a primeira neta paterna e materna, fui a única filha sanguínea de meus pais. E, irmã de coração da Deia e, posteriormente de outras relações de meu pai, de Juiano, Luciano e Junior. Fui uma criança privilegiada por ter tudo que a vida pode dar materialmente a alguém. Fui uma “adolescente rebelde sem causa” e ao mesmo tempo “sofrida pela separação de meus pais”. E, na juventude adulta, conheci a dificuldade financeira, as fraquezas e desilusões. Mas, foi nessa fase que também descobri a felicidade de ser mãe e me sentir completa em amor. Tive o prazer de ver uns olhos apaixonados me pedindo colo e leite, o sorriso franco e o abraço verdadeiro.
Entrei em várias faculdades (geologia, direito, pedagogia e letras inglês), nas portas da primeira formatura em letras a fatalidade me fez desistir em prol de algo maior. Tempos depois, me formei em Tecnologia dos Processos Gerenciais e por idealismo voltando para letras me tornei professora. Agora, está ai, pós graduação para esta pessoa que vos fala. Já em idade “adulta madura”, meus 45 anos, vejo o tempo como aliado e as dores como necessárias. O sorriso como alimento e o amor como ar da vida.
Estou na Osvaldo Brochier. Orgulho-me do local de meu trabalho pela direção que vai além do administrativo competente a formação humana. Agradeço meus alunos que todos os dias fazem ser ímpar esta vivência e me fortificam com suas descobertas.
Enfim, uma brasileira que está passando pela vida com garra, luta e tentando aprender mais sobre si e os outros.

domingo, 3 de agosto de 2014

MEU DESEJO NA MORTE


Se a necessidade de me enterrar se faz, o desejo insuportável de saber que descanso em uma caixa de madeira, então, me enterre com pés descalços como aqui cheguei.
Se ainda assim, não tiveres satisfeito, não conseguires conceber a ideia de meu corpo estar sem sapatos, então, coloque em meus pés. O MAIS BELO SCARPIN. Pois, quando os visto me sinto uma verdadeira Deusa grega. Mas todavia, se queres realizar apenas o MEU ÚLTIMO DESEJO, se de meu corpo sobrou alguma coisa, faça com que minhas cinzas sejam jogadas da montanha mais alta que alcançar, para que com o auxílio do vento eu possa voar pelas terras do meu País.
Eu não estarei nas cinzas mas saberei que elas ficaram na terra que me deu a vida.




local: Rio de Janeiro                                        


terça-feira, 22 de julho de 2014

Corpo cultural e religioso



Um valor importante: O amor
Um símbolo: o sol
Um rito religioso: o agradecimento

Uma oração: Deus obrigada pela teu amor por mim, misericórdia pelos meus erros e te peço a luz pra minha caminhada.

Uma frase: Deus está dentro de mim e em tudo que existe no mundo.

Um texto significativo: “Oração de São Francisco adaptada”
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofenssa, que eu leve o perdão
Onde houver a discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero que eu leve a esperança
Onde houver a tristeza, que eu leve alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz
Ó mestre, fazei-me que eu procure mais, consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar, que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E, é vivendo com respeito ao diferente que se cria um amanhã melhor.



Nome: ADRIANA TAVARES PIMENTEL

Um adjetivo qualitativo para esse nome: Aprendizagem

Território tradicional dessa família:
Nos primórdios da trisavó paterna da Alemanha, da trisavó materna da França e Espanha.

Gerações posteriores: PASSO FUNDO/RS (mistiçados com índios, brasileiros e portugueses em um laldo da família), área rural de MARATÁ E SÃO GABRIEL ( mistiçãdos com negros, espanhois e portugueses).

Em resumo, uma família tipicamente brasileira.

Uma perspectiva: Maior valorização da sociedade ao respeito às diferenças de raças e religiões.

Sua tradição religiosa: Quando criança em um fim de semana frequentava com meus avós maternos o salão das Testemunhas de Jeová, e no outro, com meus avós paternos frequentava a Igreja Católica Apostólica Romana.

Durante a vida: sempre respeitei todas as tradições religiosas e também, fui prestigiar quando convidada.

Hoje: Minha religiosidade é professada nas conversas com Deus em qualquer lugar que sinta necessidade.

Alimentos: Tirando leite, todos bem vindos.

Bebidas: Todos os tipos de sucos e álcool não são de meu agrado.

Vestes significativos: calças jeans, sapatos de salto e anéis.

Sobrenome da família Tavares – português
Pimentel - espanhol

Um adjetivo qualitativo para esse nome:
Tavares – Guerreiros
Pimentel - Audaciosos

Um evento: Natal em família

Um tempo: Hoje

Um espaço religioso: Cemitério






sábado, 19 de julho de 2014

Uma questão de leitura

A maioria de nós ainda anda presa à idéia de que saber ler é estar alfabetizado para juntar letras a sons, oralizando o escrito. No entanto, podemos ler uma frase inteira na própria língua materna e não entender o seu sentido. No primeiro caso, é costumamos dizer que deixamos de ser analfabetos; no segundo, atestamos que nos mantemos analfabetos funcionais. Como diz o poeta Mário Quintana, “analfabeta não é a pessoa que não sabe ler, mas a que sabendo, NÃO lê.”

E que diferença faz? Toda. Ler, na verdade, é interpretar não só a palavra, mas o mundo, como o demonstrou Paulo Freire, porque tudo é texto à nossa volta e em nós, todas as práticas de vida, todas as linguagens, do verbo ao gesto, do corpo à imagem: tudo precisa fazer sentido e somos responsáveis pelos que damos às coisas e aos outros. E se lemos pouco ou nada, temos um vocabulário estreito, o que torna nosso pensamento estreito, e traz distorções graves à vida social e pessoal. Quantos mal-entendidos não são gerados de nossos equívocos de interpretação – interação nossa com a linguagem, onde penetramos o mundo surdo das palavras, como disse em verso, Carlos Drummond de Andrade.

Mais que isto, o filósofo austríaco L. Wittgenstein disse que o tamanho do mundo de cada um corresponde ao tamanho da sua linguagem. Quem não pode expressar um sentimento, um pensamento, a bem da verdade, não o possui, porque preso dentro de nós eles não nos permitem estabelecer o laço que nos torna humanos, o laço da alteridade, o encontro com o outro – personagem de ficção ou de carne e osso – no qual nossa vida se espelha e se reflete... Quanta coisa acontece enquanto lemos e nem o percebemos! Porque lemos também tudo e antes mesmo da escrita. Já vimos uma criança suja de lama da água da chuva, entrar em casa pé ante pé, esgueirando-se para o chuveiro, antes que a mãe o veja? Ele “lê“ a situação com sua experiência e a consciência de que é capaz. Lemos mesmo quando analfabetos e ágrafos. Lemos o tempo para nos vestir, lemos a estrada para conduzir.

Mas estar no mundo contemporâneo exige muita leitura, porque mesmo a esperteza, por falta de leitura, acaba caindo no laço. Ler implica muitas coisas: se ultrapassamos pelo acostamento, se construímos casa em lugares de risco, se jogamos lixo fora das caixas coletoras, não somos leitores mesmo! Se autorizamos licenças indevidas, se vendemos produtos com data vencida, se queremos “levar vantagem em tudo”, mais que corruptos e corruptores, não somos leitores. A leitura é uma exigência da qualidade de vida, quer dizer, de convívio, de trocas condicionadas à retribuição de direitos e deveres comuns. A leitura é condição de cidadania.
Mas não aprendemos a ser leitores apenas nos livros escolares, e às vezes, nem neles. A condição de leitor é um longo e permanente exercício que começa na sala de aula com uma série de informações que nos deveriam ajudar a estar no mundo e avança para um mundo que não vivenciamos, um mundo de possibilidades, que se oferece pela ficção, que convoca os sentimentos e a inteligência, que nos comove e descortina horizontes, para muito que possamos ser no mundo; ser pessoas com um nome verdadeiramente próprio. A literatura, o cinema, o teatro, a música rasgam nossos horizontes e mesmo sem nunca viajarmos, podemos percorrer tempos e espaços do passado e mesmo do futuro. E isto nada disto tem sua origem na mídia que aliena e induz ao consumismo como status social. Ganhamos sabedoria.

Depois do desastre ecológico de 2011, a população da serra ficou muito vulnerável, pois, a leitura das chuvas desde então, é interpretada como ameaça. Se tivéssemos lido no Guarani, de José de Alencar, a enchente do Paquequer, aqui em nosso Estado, teríamos recordado a sensação e a dimensão das forças da natureza, quando elas se desatam. As autoridades discursaram, prometeram publicamente muitas realizações e o resultado é pífio: estamos lendo o vazio, a irresponsabilidade, como lemos as atitudes de oportunistas, saqueadores que abusaram da dor alheia naquele momento.

Contudo, havia gente de carne e osso que sobreviveu ao cataclismo, que perdeu tudo e ficou com a memória das pessoas queridas, das coisas vividas, de uma foto amassada aqui, de uma blusa rasgada ali, de um quadro que estava na parede, da bicicleta retorcida na margem da avalanche: ficou com suas histórias. Falar delas pode ajudar a tratar do sofrimento, recuperar seu valor, garantir uma reflexão que ajude certas coisas a não se repetirem. Pouca gente recebeu cuidados desta ordem, pois a urgência era enterrar os mortos, alojar desabrigados e esquecê-los.
Queremos lembrar para curar-nos de tanta dor e, a leitura de literatura pode ajudar muito; lendo nos identificamos, liberamos sentimentos, achamos as expressões, recordamos nossas próprias histórias; podemos inclusive, escrevê-las, guardá-las, não para ocultá-las, como disse Antonio Cícero, mas para colocá-las à mostra, exibi-las, para que não se percam.

Foi o que procurou fazer o projeto Serra Viva da Secretaria de Cultura do Estado, através da Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio que, com 60 jovens da região, em processo de formação de leitores, visitou as famílias de Córrego D’Antas, de Vieira e do Vale do Cuiabá, no eixo mais catastrófico das águas, e conversou, gravou histórias, fez fotos e vídeos, recuperou a memória dos antepassados, sua própria vida, exorcizou aquela noite e começou a ganhar voz para ter vez na demanda por uma recuperação física e material de suas áreas. Demandar responsabilidade cívica.

Não foi possível contar com um apoio mínimo que fosse para os meninos dos três municípios do projeto, terem pelo menos passe livre com a camiseta do projeto para circular; nem com prefeituras que, mesmo dispondo de renúncia de capital de outras fontes, se dispusessem a garantir meia dúzia de micro-gravadores; nem de empresários que colaborassem para se reunir e preparar os meninos em suas dependências; nem ajuda para erguer um chalé da memória nestas regiões onde muita verba desapareceu em outros fins. Para realizar a festa de balanço do queria ser um piloto desta ação de cultura e memória, foi preciso contar com o Sesc e com a PUC-Rio. Por lá, às dez da manhã deste sábado, uma exposição e depoimentos de quem viveu o projeto e conta em poder prosseguir com as leituras de casa em casa, nas comunidades, que espera bibliotecas e centros de memória e não apenas shoppings. É pela leitura, (com livros e leitores), que os homens se tornam humanos, como profetizava Lobato.

Eliana Yunes

terça-feira, 15 de julho de 2014

Leitura correta é ginástica para o cérebro

Anna Fedorova
Muitas pessoas pensam que simplesmente lendo livros elas se desenvolvem. Mas isto está longe de ser assim. A leitura sem sistema sobrecarrega o cérebro de informação, não lhe permitindo assimilar. Como é correto ler, ser beneficiado, se aperfeiçoar e desenvolver o intelecto?
Saber ler realmente influi fortemente sobre a reação do cérebro. Em primeiro lugar, torna mas complexa a organização da zona visual do córtex cerebral. Em segundo lugar, na pessoa que sabe ler, praticamente toda a rede de neurônios, que responde pela assimilação da linguagem oral no hemisfério esquerdo, é ativada também com a ajuda de texto impresso.
Mas acontece que a leitura tradicional tem falhas: falta de atenção e de programa flexível de leitura, quando todos os textos são lidos com a mesma lentidão, movimentos de retorno dos olhos para o que já foi lido, e, naturalmente, o "inimigo número 1" - falar para si o texto lido. Como resultado, a informação não é memorizada e escapa o sentido do que está escrito.
Diariamente o homem moderno tem de ler dezenas de páginas de textos - não apenas literatura de ficção, mas também informações no trabalho, imprensa, correspondência de trabalho e pessoal. Por isso a leitura correta, antes de mais nada, subentende a assimilação eficiente da informação. Diferentes técnicas de leitura dinâmica ensinam não apenas a ler rapidamente, como muitos pensam, partindo do nome, antes de mais nada a entender o conteúdo do texto e assimilá-lo com utilidade para si.
Para alcançar tal assimilação eficiente, é preciso treinar. Como? Lendo. Mas com certo método. Em primeiro lugar, fazendo exercícios sistemáticos de ampliação do campo de visão, eliminando a pronúncia das palavras, e aplicando o arranque da essência dos algoritmos da leitura. E não esquecendo que isto não é diversão, mas o caminho complexo de reestruturação do trabalho do cérebro.
Pode-se treinar tanto em textos ficcionais conhecidos (pela forma, pelo conteúdo, pelo autor), como em artigos informativos, de jornais ou científicos. O importante é o desejo de haurir várias ideias. Antes da leitura é necessário ter uma idéia de que informação você quer extrair do texto, tentar adivinhar o conteúdo da página. É muito importante a disposição, pois se você se prepara para notar a aspereza do texto, como resultado notará justamente ela. Mas se se prepara para obtenção de um fato, você o receberá.
O próximo passo importante é aprender a ler em silêncio, não pronunciando com a boca ou em pensamento o texto. Esta capacidade desvia a atenção e reduz consideravelmente a velocidade. Aqui é importante se controlar: se seus lábios se mexem - aperte com um palito de dente ou lápis. É mais difícil controlar a pronúncia em pensamento. Um dos métodos é ler e bater o ritmo com a mão, por exemplo.
A habilidade em se concentrar no problema é um dos componentes do trabalho intelectual bem-sucedido. Existe um exercício simples, que pode ajudar - é a leitura das palavras ao contrário, mas não em voz alta e sim em pensamento. Lendo a palavra de trás para frente é preciso inicialmente imaginá-la por letras e depois ler. Se nesse momento a consciência casualmente se distraiu com algo alheio, é preciso fazer o exercício novamente. Ao mesmo tempo é treinada também a atenção. Para não perder tempo em vão, pode-se realizar este jogo-exercício no transporte público.
Com frequência comparam o método de leitura dinâmica com o esporte, só que aqui se desenvolvem não os músculos mas o cérebro. Pesquisas provaram que os que dominam a leitura dinâmica têm mais velocidade dos processos nervosos, reflexos mais rápidos. Por isso não temam aprender a leitura dinâmica - isto é útil.
transcrito de http://portuguese.ruvr.ru/2013_08_04/leitura-correta-e-ginastica-para-o-cerebro-0916/ 

sábado, 14 de junho de 2014

CONSTRUÇÃO INTERDISCIPLINAR ATRAVÉS DE LINGUAGEM FIGURADA

  

Características da personagem principal
Personagem - Brigitte de 89 anos
vive- No séc XXI em um apto no bairro Cidade Baixa de Porto Alegre mas viaja no tempo através da magia.
Mora – sozinha
Gosta de ler, ouvir opiniões e conversas das pessoas que passam próximas de sua janela.
Não gosta de nenhum tipo de discriminação ou maldade com seres vivos.
Amizades - Só tem dois amigos: o dono do mercado, senhor simpático, que costuma entregar suas compras; e a faxineira de seu prédio que conta tudo sobre a vida da vizinhas.
Lema: “Bela viola não é a que tem madeira mais bela mas aquela que toca mais o coração das pessoas.”


Um dia na janela

É uma sexta-feira, são 22 horas e embaixo da janela, uma menina sozinha e chorando.
Brigitti não aguenta as lamentações e escancara a janela.
  • Menina, não te assusta, sei que sou “véia” e feia mas sou do bem, tá “ligada”?
  • Não tô entendento. A senhora não me parec alguém que fala gírias.
  • Isso se chama adequação linguística e se preferires poderei ser mais rebuscada em minha linguagem.
  • Rebu o quê? Isso é de tomá?
  • Querida, o que se passa? Olhe em tua volta e sinta a vida nas pessoas. Há vida na arte, nas músicas dos bares, no andar dos namorados.
  • Ta aí! Tô chorando porque o eu namorado acabou te terminar. De que adianta dize que sou linda, que meu sotaque paulista é um amor, se ele me troca por qualquer prenda de algum CTG?
  • Tente reconquistá-lo com arte e escrita. Faça um poema gravado em video e envie a ele com uma bela música de fundo. Estarás conquistando-o através da arte, da música, da escrita e história, afinal precisa conhecer o que ele gosta para criar.
  • Mas como vou misturar tudo isso?
  • Como diria o poeta “use a imaginação”.
  • Mas o grande desafio pra mim será colocar o Cazuza, cantor que ele adora, dentro de Drumond ainda assim fazer com que ele escute.
  • Não desista. Podemos tudo que acreditarmos.


Construção de texto na formação de uma oficina literária da SEDUC, na escola Júlio de Castilhos no inverno de 2013.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Pensando no ser campeão ou perdedor passo uma reflexão para vocês

"Ser campeão em esportes é glorioso, mas ser campeão na vida tem suas implicações, jogos que são perdidos, dribles bem sucedidos e gols perdidos. Pensando nisso, na fragilidade do homem e ao mesmo tempo a força que o envolve, quais as atitudes que tornam um homem campeão ou um perdedor?"    Adriana Tavares Pimentel

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Rio de Janeiro x Montenegro

Um pouco da cidade em que nasci (uma cidade sede) e da cidade onde moro.


Moro em Montenegro/RS mas sou natural do Rio de Janeiro/RJ, logo a cidade sede que escolhi para falar é de minha terra natal.

A cidade do Rio de Janeiro para a maioria da população brasileira é a cidade do Carnaval e da praia. É uma cidade linda por suas praias, paisagens culturais e naturais, mas não é só isso. Acorda muito cedo e seu povo trabalha muito, não para nem mesmo a noite. Na minha última visita, não presenciei assaltos como a mídia fala, ao contrário, vi um policiamento ostensivo na cidade. Sua população é de 6.320.446 habitantes, e uma área, 1.200,278 km². Imensa! A cidade do Rio abriga todo o tipo de etnia e respeita essa diversidade.

Já a cidade onde moro, Montenegro é uma cidade com suas paisagens naturais bonitas, igualmente a população é trabalhadora mas não acorda cedo. Seu comércio abri as 9 h e fecha no máximo 18 h, seus bancos só abrem as portas as 11 horas. Sua população é de 59.415 hab. Área, 424,012 km². Suas raízes são alemãs, pois muitos imigrantes se instalaram em suas terras a 150 anos.

Se perguntarem qual é melhor de viver, direi que depende de cada um, do propósito e hábitos que temos pois a semelhança de ambas está na hospitalidade.


quarta-feira, 21 de maio de 2014

O direito de ler, todos têm.


O direito de ler, todos têm.
Toda pessoa tem o direito de ler. O direito de ler em casa no aconchego com os pais, os filhos, o marido, a esposa, o namorado, a namorada. O direito de ler na escola com o carinho da professora.
O direito de ler na biblioteca na companhia dos livros. O direito de ler na roda com amigos. O direito de ler para dormir e sonhar. O direito de ler para acordar o mundo. O direito de ler para amar. O direito de ler para conversar melhor sobre as coisas da vida e do mundo. O direito de ler na escola durante uma aula chata, ou na rede para enganar a preguiça.
O direito de ler para se aventurar por entre saberes e sabores. O direito de ler para viajar por pessoas, tempos e lugares. O direito de ler para gastar os livros com as impressões digitais e com as asas da imaginação. O direito de ler para brincar com as palavras, as narrativas, as poesias, as fábulas, os contos. O direito de ler para crescer com os livros fazendo parte de sua vida e de sua história. O direito de ler para compreender o que lê.
O direito de ler para poder se encontrar com o outro, com o mundo e consigo mesmo. O direito de ler para escrever, reinventar e transformar o mundo. Junto a isso, mais dois direitos fundamentais: toda pessoa tem o direito de não saber ler, mas toda pessoa tem o igual direito de ter vontade de aprender a ler para  viajar nos mundos que moram dentro das palavras.

PIÚBA, Fabiano dos Santos. "Agentes de Leitura: inclusão social e cidadania cultural". In: Yunes, Eliana. Leitores a caminho: formando agentes de leitura. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2011, p. 14.

domingo, 18 de maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

Um leitor lê a leitura

Affonso Romano de Sant’Anna
            Renato Lessa, que dirige a Biblioteca Nacional, me pediu uma frase  para colocar num dos tapumes que cercam a instituição enquanto ela é retaurada. Ocorrem-me várias. Mandei-lhe essa:  Ler é apropriar-se do mundo.
            Mas outras são possiveis. E releio o que tenho escrito aqui e ali.
            Tudo é leitura.Tudo é decifração. Ou não. Ou não, porque nem sempre deciframos os sinais à nossa frente.
            Não é só quem  lê um livro, que lê. Um  paisagista lê a vida de maneira florida. Fazer um jardim é reler o mundo, reordenar o texto natural.
            Tudo é narração. Até  o quadro “Branco sobre Branco”de Malevitch  conta  uma estória.
         
            A gente vive falando mal do analfabeto. Mas o analfabeto tambem lê o mundo. As vezes, sabiamente.
            Ler é uma forma de escrever com a mão alheia.
            Insistir na leitura (apenas) como um prazer é prometer um parque de diversões onde o leitor encontrará às vezes uma usina de trabalho.
            Leitura é uma  tecnologia. 
            Você já leu todos esses livros?  Essa é a  pergunta que faz tanto o  operário quanto o  jornalista que vem à minha casa. A resposta pode ser variada:
-Li esses e muitos que não estão  aqui.
-Há livros que são para consulta eventual, outros que aguardam sua hora, outros que não lerei, alguns que nem lembro se li.
-Há outros que comprei de novo, pois não me lembrava de tê-los.
            É interessante a observacão  que encontro no livro de Caillé e Rey, de que  “de uma certa maneira Sherazade inaugurou a ideia do tratamento da loucura através dos contos”.
            O combate ao crime e à degradação moral pode ser encaminhado através do livro. Para cada bala perdida, uma biblioteca implantada.
            Nossa cultura conheceu a passagem do “regime de escassez”ao “regime de abundância” ou, talvez, de excesso de informação. Diz-se que ao tempo de Gutemberg havia em toda Europa cerca de 9 mil letrados.
            Carecemos de uma história alheia para esticar a nossa.
            Amar no amor alheio.
            Amar com o amor alheio.
            Amar pela  fala alheia.
            A realidade não pode viver sem a ficção.
            Estive com Mr.Cullman várias vezes. Ele e sua mulher Dorothy são benfeitores da New York Public Library. Discretamente, uma assessora da NYPL me revela que Cullman já deve ter dado US$ 20 milhões para aquela instituicão.
            Literatura é um elemento mediador e o “eu”do escritor é um “eu”de utilidade pública. A literatura faz acontecer.
            Além do analfabetismo convencional  há o analfabetismo tecnológico, que faz com que estejamos reaprendendo diariamente novas linguagens.
            Paixão de ler. Ler a paixão.
            Como ler a paixão se a paixão é que nos lê? Sim, a paixão é quando nossos inconscientes sofrem uim desletrado terremoto. Na paixão somos lidos à nossa revelia.
Transcrito de Correio Braziliense, 13.04.2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

Três passos para um plano de marketing eficaz

1) PRIMEIRO PASSO – “OS OBJETIVOS, que determinam o foco”

Os objetivos da empresa determinam seu foco e devem ser perseguidos por todos: diretores, gerentes e funcionários. Também devem ser reforçados regularmente por meio do salário dos colaboradores que devem estar atrelados aos resultados. (veja conceito SMART mais adiante neste texto.)

Os objetivos, assim como suas métricas, devem ser curtos e claros, além disso, refletir no mínimo em quatro perspectivas: financeira, do cliente, dos processos internos e da organização.

Objetivo 1 : faturar em 2007 - US$1.000M com margem de 10% (financeiro)

Objetivo 2: aumentar o reconhecimento da marca acima de 80% (cliente )

Objetivo 3 : alcançar excelência operacional nos processos internos de marketing, fornecedor, desenvolvimento de produtos, logística, programas socioambientais ...

Objetivo 4: atrair e reter talentos



2) SEGUNDO PASSO – “AS ESTRATÉGIAS, que determinam o que fazer ”

Para cada objetivo existem estratégias “organicamente” relacionadas, que devem também ser curtas e bem definidas. As estratégias ainda não significam o “como fazer”, e sim “o que fazer”.

Objetivo 1 : faturar em 2007 - US$1.000M com margem de 10%

· Estratégia 1.1: crescer em 30% no primeiro trimestre o número de clientes novos.

· Estratégia 1.2: aumentar, no ano, o ticket médio em 10% na base de clientes ativos.

· Estratégia 1.3: conquistar pelo menos dois novos mercados.

Objetivo 2: aumentar o reconhecimento da marca acima de 80% (cliente )

· Objetivo 2.1: manter índice de satisfação dos clientes acima de 90%.

· Objetivo 2.2: lançar nova campanha de comunicação com alcance de no mínimo 80% do público alvo.

Objetivo 3: alcançar excelência operacional nos processos internos de marketing, fornecedor, desenvolvimento de produtos, logística, programas socioambientais

· Estratégia 3.1: processo de logística deve atender em 90% o “nível de serviço”

· Estratégia 3.2: aumentar o portfólio de produtos e serviços. Lançar dois novos produtos no ano.

· Estratégia 3. 3: certificar 20 lideres em 6Sigma.



3) TERCEIRO PASSO – “As AÇÕES, que determinam o como fazer”.

Por sua vez, o plano de ações está relacionado às estratégias e estas, sim, explicam "como fazer". Na escolha das ações devem se levar em consideração duas variáveis. Primeiro, afinidade, e em seguida, dispersão. Estas variáveis ajudam a maximizar o "retorno sobre investimento" de um plano de ações. Quanto maior a afinidade com o público e menor a dispersão, maior a probabilidade de impactar o cliente de forma efetiva.

Objetivo 1 : faturar em 2007 - US$1.000M com margem de 10%

Estratégia 1.1: crescer em 30% o número de clientes novos por trimestre

. Ação 1.1.1 : telemarketing ativo promovendo descontos especiais para experimentação de novos clientes.

. Ação 1.1.2: email marketing promovendo descontos especiais para primeira compra.

. Ação 1.1.3: promover eventos regionais.

. Ação 1.1.4: participar de feiras.

Estratégia 1.2: aumentar o ticket médio em 10% na base de clientes ativa no ano.

· Ação 1.2.1: promover bundles entre produtos da mesma família.

· Ação 1.2.2: aumento de crédito dos clientes ativos.

· Ação 1.2.3: lançar programas de afinidade.



CONCEITO SMART (Peter Druker, The Practical Managment, 1954)

Basicamente, o gerenciamento por objetivos serve para direcionar o que cada colaborador da empresa deve "entregar" na forma de resultado concreto, portanto, é usado para medir sua performance.

Neste processo, o gerente tem a função de “cascatear” os objetivos pela organização e esclarecer qualquer dúvida sobre estratégias, metas e prazos. Além disso, o gerente deve eliminar barreiras para facilitar a execução assegurando que cada colaborador tome suas próprias decisões e encontre o melhor caminho para “entregar” seus resultados.

Conceito SMART: sugere que as estratégias sejam:


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Como trabalhar a gramática e a norma – padrão na escola respeitando-se as variações linguísticas do aluno?

A língua é viva e se modifica constantemente, portanto, trabalhar com a gramatica e a norma-culta na escola respeitando-se as variações linguísticas dos alunos é possível. Afinal, ambas são necessárias em uma comunicação eficaz.
O professor que pensa ser as variações linguísticas a única forma de expressão correta, desconsiderando o uso culto e gramatical das normas, esta equivocado. Entretanto, só o uso oral da língua padrão em sala de aula poderá causar o constrangimento a alguns devido a incompreensão da falta de adequação da língua ao meio. Deste modo, este também esta equivocado.
É preciso lembrar: um dos objetivos do ensino da língua portuguesa, no PCN, é levar o aluno a produzir seu conhecimento, ou seja, se expressar criativamente durante a comunicação com o outro, o que não ocorrerá se não houver o equilibrio no uso oral da gramática e das variações linguísticas. Pois, as diferenças linguísticas não podem ser vistas como acertos e erros. São formas de expressões adequadas ou não ao meio em que o falante ou escritor está e/ou deseja atingir.
Cabe ao professor, o ensino escolar, ensinar que a diversidade linguística e a norma-culta são importantes. Sendo na aplicação de planos de ensino que levem para sala de aula textos de leituras diversificadas (variadas em suas autorias, regionalidades, historicidade, grupos humanos) a prática da questão. Desta forma os alunos começarão a perceber as linguagens existentes, inclusive, induzirá à comparações com textos orais, escritos e propiciando novas abordagens como a reescrita de textos, aproximando a língua culta com a diversidade linguística.
O linguista Travaglia (2003) diz que ensinar a língua com aquisição da competência comunicativa e ensinar sobre ela através da norma-culta e gramática com analise dela é um objetivo do ensino da língua; e, Callou (2007) afirma que qualquer falante possui uma gramática internalizada e deve desenvolver seu aprimoramento. Ambos mostram a importância do equilíbrio do uso da norma e diversidade.

Enfim, o aluno ao usar a escrita ou a fala respeitando a diversidade e aplicando a língua culta se faz entender, deste modo, a língua atinge seu fim, a compreensão do texto, a comunicação.  
Autoria: Adriana Tavares Pimentel

Gengibira, é uma soda caseira de gengibre.

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Spritzbier


- refrigerante caseiro alemão


*** depois de pronta a bebida tem de ser mantida fria!




ingredientes:

- 1,5 kg de açúcar cristal

- 10 litros de água filtrada, ou mineral

- 100 g de raiz de gengibre fresco

- 1 c.s. de Quilaya

- 1 c.c. de fermento biológico seco





Material

- Garrafas com tampa rosca (de preferência de vidro)

- Uma panela grande,com tampa.

- Coador

- Funil

- Copo medidor





Na panela, junte 3 litros de água, a quiláia, o gengibre cortado em rodelas.

Deixe ferver e cozinhe em fogo baixo por cerca de 1 hora e meia.

Desligue e adicione o açúcar, mexendo bem.

Espere o líquido amornar e junte o fermento.

Cubra com uma toalha e deixar descansar por 48 horas (ou até 72 horas, em clima mais frio).

Coe e adicione o restante da água, até completar os 10 litros.

Engarrafe a bebida (não encher totalmente, deixar uns três dedos vazio) e deixe fora da geladeira por cerca de 48 horas (ou mais tempo, se a temperatura ambiente for baixa).

Para testar se a bebida está pronta abra uma garrafa e observe se está espumante.

Levar à geladeira.

domingo, 6 de abril de 2014

Recordando anos 80 em meus apetrechos

Estou postando várias coisas, filmes, desenhos, brinquedos do meu período de infância e adolescência. Minhas recordações sobre roupas de adolescente. Então resolvi postar.



No verão sempre eu dava um jeito de pegar um pedaço de madeira, pregos e linhas coloridas para fazer uma pulseirinhas de linha. Aliás minha filha a um tempo atrás andou comprando uma por aí.

Agora se for lembrar de roupas da minha infância e adolescência eu posso dizer que tive e usei coisas que hoje seriam muito estranhas. Vou citar algumas mas antes preciso registrar um artigo que foi vital para minhas pernas serem retas hoje, embora, fosse horroroso ter de usar. Tu não imaginas o que eram as tais botas ortopédicas. Eram pesadas na cor preta e branca. As crianças com problemas de “pé chato”, pernas tortas... tinham de usar muitos anos. Eu usei uma. Foi feita por meu avô que era um hiper super sapateiro. Tirando o fato de meu avô ter feito as minhas botas conforme a receita do médico ortopedista e que eu sempre fui apaixonada por tudo que se referi a ele, de resto, é só horror. As botas eram feias pra caramba. Não as minhas botas ortopédicas mas todas as que existiam na época. As meninas da minha escolinha usavam sapatinhos lindos que eu sonhava todos os dias com o momento de poder ter um nos meus pés.
Talvez seja por isso que hoje em dia, detesto qualquer sapato com um estilo mais masculino, por mais confortáveis que possam parecer. Simplesmente, sou apaixonada por saltos altos, cores e delicados designs.
Agora sim, la vai algumas imagens de roupas que usei nos anos 80 e uma lista de outras coisinhas.


Saia Balonê - minha mãe fez uma lindas em rosa choc e verde limão com renda nas pontinhas.






Calça Semi-Bag – era uma delicia usar, só que tu parecia ter uns 10kg a mais. rsrsrs;




Sandália de plástico com meia soquete prateada; - esses são do tempo da novela da globo Dancing Days, onde a Sônia Braga era a atriz principal.





Calça Deandê – a gente ficava fantástica dentro de uma. Eram listadinhas de preto com branco ou marinho com branco. Tudo colado ao corpo em um cotton de primeira qualidade. A gente passava e tanto os meninos quanto as meninas, babavam. As meninas porque queriam igual e os meninos...

Saruel – é um tipo de calça saia que é moda nos dias de hoje mas eu tinha um lindo branco com uma abertura dos lados da metade das coxas até início da canela. Ele dava um movimento super bonito quando andávamos.



Essas meinhas eu só te digo, ficavam lindas numa bela mini saia ou mini vestido:




calça e jaqueta de tactel – bah, essa era uma mão na roda. Eu tive um conjunto cinza muito legal que agasalhava um monte no inverno. Ele existiu por muitos anos até que foi se exterminando pois eu gostava de usar ele para patinar no inverno. Mesmo não sendo a roupa adequada a patinação.



Melissinha sabor Coca-Cola – eu amava cheirá-la. Hummm delicia.




Botas da Xuxa – Ganhei do meu pai 3 pares no lançamento dos primeiros modelos. Eram lindas, umas com tirinhas de amarrar por cima das botas e outras de babadinhos. Tinha cinza, bege e preta




Roupas estilo New Wave, eram roupas coloridas, verde limão, abóbora, roxas, com muitos quadriculados e nós nas blusas – não lembro quem me deu, se pai ou mãe mas adorei o verão da moda new wave. Tive blusas e calças muito interessantes nas suas modelagens e cores. Um bom exemplo do estilo que eram essas roupas era esse da Madonna, aliás que eu era fã.




Camisas Rato de Praia da OP – essa era linda para usar de mini saia jeans e tênis Nyke.

Calças da OP com bolsos na lateral – complementada com a camiseta

Blusão de lã da Korrigan – esse lembro que o pai me levou até a korrigan pra comprarmos junto com uma calça jeans muito legal, luvas, cachecol e gorro porque naquela noite eu iria para o show do Canta Brasil no Beira Rio e seria uma daquelas noites de inverno rigorosamente frias.

Mochila emborrachada Company – lutei pra conseguir convencer que “precisava de uma”. Consegui.

Blusinhas da Pichuli – era uma marca de Caxias do Sul – RGS que eu amava usar. Eram blusas, vestidos (aliás sou louca por vestidos) que simplesmente tinham um bom gosto inquestionável.

Batbut, uma sandália de couro- tu não vai acreditar mas eu usei essa sandália comprada na Gang com uma camiseta escrito “James Carter permite maconha” com o desenho dela e tudo mais na camiseta. Quem via até que eu parecia com aquela camiseta, jeans e sandália, uma rippie anos 70. Só que eu sempre tive amigos maluquinhos mas nunca curti esse tipo de “praia”

Tênis Nyke de todas as cores – eu amava meus Nikes;
Tênis All Star – bah, esses o pessoal usa até hoje. Eu tinha um creme, um amarelo, um vermelho pra combinar com minhas camisas e suspensórios. Sério, suspensórios. Eu adorava usar uns muito diferentes customizados com minhas minissaias jeans.

Eu juro que usei esse cabelinho:



Conga, Bamba e kichute,amarrar por baixo da sola ou em volta do tornozelo junto com
os uniformes Adidas para Educação Física que tinham listras na lateral e eram azul marinho, eu usei por volta de 9/10 anos de idade. Sinceramente eu gostava.




Relógio Champion para meninas que trocavam as pulseiras. Eu tinha uma coleção de pulseirinhas de todas as cores possíveis para complementar a carteira emborrachada OP
e as camisetas da OP. Tá eu seria nos tempos de hoje considerada um pouquinho Patricinha.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A leitura do mundo precede a leitura da palavra

A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.

FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. 22 ed. São Paulo: Cortez, 1988.  

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