Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

quarta-feira, 24 de março de 2010

Gênero textual e a partir dele o desenvolvimento de uma sequência didática que desenvolva as quatro habilidades da Língua Portuguesa: Ouvir, Falar, Ler e Escrever




1 .Gênero: Narração – 6º ano do Ensino Fundamental

2. Apresentação de uma situação de interlocução
a)Iniciar com perguntas aos alunos:
Vocês já acordaram pensando que teriam um dia terrível e o melhor seria ficar na cama?
b) Reconhecimento do gênero - Ouvir os relatos dos alunos, pedindo que contem as histórias, perguntar o que é contar uma história. E, colocar as sugestões de sinônimos para a palavra contar. Após, pedir que abram o dicionário e procurem a palavra: NARRAÇÃO.
c) Pedir que um deles leia a descrição do significado em voz alta e então, dizer que eles estavam fazendo um texto oral ao contar suas histórias e este é uma narrativa.

3. Entregar a cópia do texto: Tia Brunilda do livro Bolsa Amarela de Lygia Bojunga Nunes. (anexo 1)

4. Atividades de leitura - Pedir que façam uma leitura silenciosa e após, solicitar que cada aluno leia em voz alta um parágrafo.

5. Conteúdo temático - Fazer as seguintes perguntas aos alunos:
- O que foi narrado no texto?
- Quando ocorreu a situação?
- Onde ocorreu o fato?
- Em que tempo está a narração?
- Em que pessoa está sendo narrado?
- Qual o clímax da narrativa?
- Qual o desfecho?
- Quem é o narrador, um observador ou um personagem? Qual o nome dele?


6. Contexto de produção e função social
- Esta situação poderia ser real? Por quê?
- O que Raquel parecia estar sentindo pelas coisas que estavam ocorrendo em seu dia?
- Se você pudesse fazer alguma coisa para ajudar Raquel, o que você faria?
- Segundo seu conhecimento sobre ser um adolescente, quais as piores situações do cotidiano que ele pode passar?

7. Análise linguística
- Qual o tempo verbal do texto?
- Cite duas frases que comprovem o tempo verbal do texto.
- Existe no texto algum outro tempo além do que prevalece no texto?
- Explique o que Raquel quis dizer nesta frase: “Só faltei morrer de raiva”.

8. Produção de texto- Pensando nas histórias ouvidas dos colegas e a lida, solicitar que os alunos criem um texto narrativo. A narrativa pode ser feita como narrador observador ou pelo próprio personagem. Narrando como personagem pode relatar uma situação imaginária ou um fato real.

9. Fechamento da tarefa: Os alunos devem digitar suas histórias no blog de português dos alunos e anexar a elas imagens que marquem as narrativas.














Anexo 1



Tia Brunilda


Chegou o sábado e a minha irmã falou:
- Vai te vestir, Raquel, tem almoço na casa da tia Brunilda. Bacalhoada.
Eu adoro comer, só tem um prato que eu não aguento: bacalhau. Mas como o pessoal aqui de casa tá sempre paparicando a tia Brunilda, eu sabia muito bem que na hora de dizer: “Tia Brunilda, a senhora se importa se eu só como a sobremesa?” eles iam me olhar daquele jeito, e eu ia ter que acabar comendo. Então eu já fui ficando meio aflita.
Calça comprida eu só tenho duas: uma boa, outra ruim; enquanto uma lavo, uso a outra. A boa estava lavando e ainda mais essa, eu pensei.
Quando fui me olhar no espelho, dei de cara com uma espinha. Bem na ponta do nariz. Espremi, começou a sair uma aguinha lá de dentro; vi que tinha feito uma besteira. Meu nariz começou a doer. Olhei no espelho e anunciei: - Não posso ir à bacalhoada: meu nariz inchou, tá doendo demais.
Mandaram eu botar mercuriocromo e acabar de me vestir.
Quando eu abri a porta do armarinho do banheiro, um tal de mercúrio, que estava na beira da prateleira, sem tampa nem nada, desabou em cima de mim.
Só faltei morrer de raiva. Já estava quase pronta pra sair. Tinha baixado a bainha da calça, passei ela a ferro, peguei uma tinta que a minha irmã pinta o olho e pintei uma flor na minha blusa pra ver se tapava uma mancha antiga, agora tava tudo respingado, tudo vermelho, blusa, calça, flor, até meu sapato levou um banho de mercurocromo.
Vi que o dia ia ser fogo. Botei aquele vestido xadrez que eu acho o fim; meu nariz tava o fim; eu toda estava o fim; saí de casa achando a minha vida o fim.

(Lygia Bojunga Nunes. A bolsa amarela. Rio de Janeiro: Agir.)






REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:



BOJUNGA, Lygia. A Bolsa Amarela. 35ª ed. São Paulo: Saraiva. 2012.

DYONISIO, Angela Paiva; BEZERRA, Maria Auxiliadora. Gêneros Textuais e Ensino. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lucerna. 2002;


SARGENTIM, Ermínio. Curso Básico de Redação. São Paulo: IBEP. 2001.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Resenha sobre a Paráfrase



O livro “Comunicação e Expressão“ escrito por Léon, Ilhesca e outros, aborda o uso da paráfrase de forma direta e clara. Mostra em 15 exemplos as formas de aplicação desta. Tenta levar o leitor a entender que a escolha de uma forma usual de paráfrase no lugar de outra é determinada pela intenção do interlocutor, ou seja, o resultado que se intensiona ao ser falado ou lido.
Refere-se o capítulo ao fato da paráfrase em traduções, visando auxiliar na decodificação de um idioma em detrimento de outro, assim como, na psicanálise que o uso se faz na tentativa de explanar teorias de forma a serem “desvendadas” suas intencionalidades.
Tendo em vista o aspecto comunicativo desta, ultrapassando, como diz no capítulo “um efeito retórico ou estilístico”, traz a possibilidade de levar a informação ao outro confome interesse do emissor e conhecimentos prévios do destinatário.
Vejo que o capítulo não mostrar de forma direta o conceito de paráfrase, apenas exemplifica-a, e as diferenças entre esta e o plágio. Erro que tento sanar dizendo:
A paráfrase é reescrever um texto original transformando com suas palavras sem perder o sentido e servindo para esclarecer algo que já foi falado e/ou salientar algo que não pode ser esquecido, ou seja, uma releitura de um texto original sendo reescrito conforme o entendimento do leitor sobre o que está sendo falado com outras palavras. Diferente de plágio que é copia integral ou parcial de um texto original sem envolver o leitor-produtor num processo de criação textual e entendimento do que o autor original quer dizer. O plágio é simplesmente um processo automático de imitação.
Num trabalho acadêmico, a construção de produção textual através da paráfrase auxilia a esclarecer informações de determinado texto original. O acadêmico explana suas ideias referentes a determinado assunto sem plagiar um teórico que esta fundamentando seu trabalho. Torna um texto comum em um texto adequado a um público com nível acadêmico. E, enfim, não comete o crime do plágio, roubo de uma ideia de alguém, isentando-o de uma conduta ilícita.

Portanto, respondendo a pergunta inicial da UTA Escrita na fase 2, a paráfrase vem a auxiliar o discente, mas para tanto este deve ter o cuidado em diferenciá-la do plágio.   

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