Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

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sábado, 6 de junho de 2009

Modelo gordinha e top magra falam sobre a profissão




Quando se pensa na carreira de modelo logo vem à mente as tops longilíneas com medidas de dar inveja a pobres mortais. No entanto, sabemos que o mundo não é povoado apenas pelas magrinhas, e tendo em vista um amplo mercado consumidor, grifes internacionais investem cada veste mais nas roupas "plus size", que são destinadas às mulheres com curvas. É para esse segmento que trabalha a brasileira Fluvia Lacerda, de 28 anos. Contratada há três anos da agência Elite, de Nova York, a top manequim 48 faz campanhas, editorias de moda e desfiles com looks para as mulheres que, assim como ela, são mais cheinhas.
Na contramão da tendência mundial, os estilistas brasileiros parecem não ter despertado o interesse para as consumidoras que vestem acima do número 42. "Meu maior medo quando venho ao país é ter a mala extraviada, pois sei que se perder minhas roupas terei que comprar peças que mais parecem ´sacos de batata´", diz Fluvia.

A dificuldade de encontrar roupas para as gordinhas é tanta que Fluvia - de férias no Brasil desde abril - perdeu a oportunidade de realizar editorias de moda para publicações nacionais. Esse problema foi comprovado pelo Terra que entrou em contato com as principais assessorias de moda do circuito fashion brasileiro. As respostas não fugiram do padrão "meu cliente não trabalha com esse número".

A dona de um guarda-roupa com formas avantajadas acaba completamente com o mito de que todos os gordinhos são adeptos de uma rotina sedentária. A vida dessa carioca, que há 11 anos vive nos Estados Unidos, inclui muitos exercícios e uma alimentação saudável. "Sou gordinha, mas não sou flácida", diz categórica. Com o intuito de mostrar as diferenças e as igualdades - elas são muitas - da carreira de uma modelo plus size e de uma profissional que o mercado chama de "padrão", convidamos Fluvia para um bate-papo com a top manequim 38 Bruna Sottili, da agência Way Models. Confira o resultado dessa conversa.

Bruna: Como começou sua carreira?
Fluvia: Fui descoberta por uma editora de moda em um ônibus em Manhattan. Já morava em Nova York desde os 17 anos. A princípio fiquei desconfiada, mas depois de uns dias resolvi ir até a agência e percebi que eles estavam falando sério. Antes era babá e não deixei essa profissão logo de cara, fiz isso apenas quando o volume de trabalho como modelo começou a aumentar. Hoje minha vida é uma loucura.
B: Ah, você já morava em Nova York
F: Sim, fui pra lá por uma questão financeira. Morávamos em Natal e minha mãe perdeu o emprego. Sempre pensei em viver em outro país, então, uni a necessidade com meu sonho.
B: Eu também fui descoberta, mas isso aconteceu na minha cidade natal, em Erechin, no Rio Garnde do Sul, quando eu tinha 13 anos. Com 14 já estava morando sozinha.

B: Você é casada? Tem filhos?
F: Sou casada com um australiano há 10 anos e temos uma filha de 9 anos, a Lua. Penso em ter outros filhos, mas atualmente não dá por causa da correria da carreira.
B: Eu também quero ter filhos, mas não agora, ainda não sei cuidar bem nem de mim (risos).

F: Nunca fiz dieta na minha vida, mas isso não significa qua não me preocupo com o que como, pelo contrário. Leio rótulo de alimentos assim como bula de remédios. Você cuida da alimentação?
B: Claro. Sou natureba, compro tudo orgânico e detesto sanduíches, para mim tem que ser arroz e feijão. Como bem porque pratico muitos exercícios, eu não paro nunca. As pessoas acham que modelo magra passa fome e não é bem assim
F: Nossa, acho isso um desrespeito, porque não conhecem sua genética, não sabem como é sua rotina alimentar e de exercícios. Comigo acontece o oposto, muitos acham que fico o dia todo em casa parada, comendo besteiras. Mas não é assim, me preocupo com a saúde e respeito minha genética.

F: Quais esportes você pratica?
B: Adoro correr. Pra mim não tem nada melhor, saio com o meu i-pod por aí, é uma delícia. Não é nem para manter o peso, é uma questão de qualidade de vida. Gosto de aventuras também, sempre viajo com meu namorado e fazemos trilhas. Atualmente estou aprendendo wakeboard.
F: Pratico muitos exercícios também, desde pequena estava envolvida com esportes, até por incentivo da minha mãe, que é professora de educação física. Hoje faço yoga, malho em academia, sem falar que ando de bicicleta por todos os lados, ela é meu meio de transporte em Nova York. Faço tudo isso pra me sentir bem e, como conseqüência, cuido do meu coração e deixo o corpo enrijecido.

B: Tenho amigas que, com 18 anos, já fizeram várias plásticas. Você é a favor?
F: Soube que aqui no Brasil a cirurgia de redução de estômago é muito corriqueira, acho uma violência muito grande contra o próprio corpo. Porque uma pessoa que não se reeducou antes da operação acha que depois dela terá uma nova vida? Não seria mais fácil praticar exercícios e ter uma alimentação correta?
B: Também sou totalmente contra. Tudo bem recorrer a cirurgias quando se está mais velha, mas algumas mulheres esgotam todos os recursos sem nem ao menos precisar.

B: Na minha opinião, a melhor coisa da vida de modelo é a possibilidade de conhecer o mundo. Você não acha?
F: Claro! Já conheci muitos países por causa dos trabalhos. Viajo bastante para o Canadá, Alemanha, Espanha, França. A única coisa chata é ficar muito tempo longe de casa, morando em hotéis.

Para ver se a modelo brasileira Fluvia Lacerda (manequim 48, com orgulho!)tem razão em afirmar sobre a dificuldade em encontrar peças com um bom corte e transadas, o Terra entrou em contato com algumas das marcas que participam dos maiores eventos de moda nacional para checar se elas atendem a todos os tamanhos. Afinal, quem exibe quilinhos extras também quer ficar na moda. Resultado: as mulheres com manequim superior a 42, podem e devem reclamar. Pelo menos por aqui, os estilistas ainda pensam em produzir suas coleções só para as as mais esbeltas. Confira a grade de numeração de algumas marcas famosas:

Grifes que desfilam no Fashion Rio:
Maria Bonita Extra - até 46
Tessuti - até 46
Cantão - até 42, algumas peças também em 44
Walter Rodrigues - a maioria até 44, algumas até 46
Sta Ephigênia - até 46
Cavendish - até 44
Victor Dzenk - até 42

Grifes que desfilam no São Paulo Fashion Week:
Gloria Coelho - até 44, algumas peças em 46
REinaldo Lourenço - até 42, algumas peças também no 44
Huis Clos - até 42
Alexandre Herchcovitch - até 42, algumas peças no 44
Colcci - até 44
Osklen - até 42
Ellus - calças até 46


fonte: http://moda.terra.com.br

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