Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Maldita Sorte

Vou contar pra ti
O dia que ganhei na loteria.

Carro, casa nova, alegria
Era tudo que queria.

Compadre te falo
Bastou ganhar que ao chegar na casa de Quitéria
Soube que estava apaixonada por mim.

Moça formosa
toda prosa.
Agora, eu a desposaria.

Marcado casamento sem dificuldade
Todos convidados na cidade.

Dia feliz e tudo arranjado
O noticiário diz “ os números do prêmio foram trocados”
Tudo passou por um triz
Bem debaixo do meu nariz

Erro na conferência do cartão   
Não foi eu quem ganhou o dinheirão

Quitéria mostrou quem era
Foi embora pra Tapera.

Dá desgraça do engano
Aquilo que julguei maldito
Por fim foi bendito.

A falsa moça me livrei
Tempos depois na loteria realmente ganhei.

Ai, te digo: pensei ser uma “maldita sorte”
Mas esse gaúcho forte

é um homem de sorte.


Nanna Pimentel

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