Miscelâneas do Eu

Expressar as ideais, registrar os pensamentos, sonhos, devaneios num pequeno e simplório blog desta escritora amadora que vos fala são as formas que encontrei para registrar a existência neste mundo.

Não cabe a mim julgar certo ou errado e sim, escrever o que sinto sobre o que me cerca.

A única coisa que não abro mão é do amor pelos seres humanos e incompreensão diante da capacidade de alguns serem cruéis com sua própria espécie.

Nana Pimentel

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Poesia e Prosa - diferença e exercício prático

Texto I -   A FLORESTA DO CONTRÁRIO
     Todas as florestas existem antes dos homens. Elas estão lá e então o homem chega, vai destruindo, derruba as árvores, começa a construir prédios, casas, tudo com muito tijolo e concreto. E poluição também. Mas esta floresta aconteceu o contrário. O que havia antes era uma cidade dos homens, dessas bem poluídas, feia, suja, meio neurótica. Então as árvores foram chegando, ocupando novamente o espaço, conseguiram expulsar toda aquela sujeira e se instalaram no lugar. É o que poderia se chamar de vingança da natureza, foi assim que terminou o seu relato, o amigo beija-flor. Por isso ele estava tão feliz, beijocando todas as flores, aliás, um colibri bem assanhado, passava flor por ali, ele já sapecava um beijão. Agora o Nan havia entendido por que uma ou outra árvore tinha parede por dentro, e ele achou bem melhor assim. Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras. Era um lugar muito bonito, gostoso de se ficar. Só que o Nan não podia, precisava partir sem demora. Foi se despedir do colibri, mas ele já estava namorando apertado uma outra florzinha, era melhor não atrapalhar.
                                                                     (Fragmento do livro “Em busca do tesouro de Magritte.)

Texto II - CIMENTO ARMADO

Batem estacas no terreno morto.
No terreno morto surge vida nova.
As goiabeiras do velho parque
E os roseirais, abandonados,
Serão cortados
E derrubados.
Um prédio novo de dez andares,
Frio e cinzento,
Terá seu corpo de cimento armado
Enraizado no velho parque
De goiabeiras
De roseirais.

Batem estacas no terreno morto.
Século vinte...
Vida de aço...
Cimento armado!
Batem estacas
No prédio novo de dez andares,
Terraços tristes
Pássaros presos,
Rosas suspensas
Flores da vida,
Rosas de dor

INTERPRETAÇÃO DO TEXTO
 Assinale a opção correta.
1) Os autores dos dois textos falam sobre o mesmo assunto. O assunto abordado nos dois textos é:
(     ) A devastação e destruição da natureza causada pelo homem.
(     ) A preservação dos recursos naturais.
(     ) Nenhuma das alternativas anteriores.

2) Apesar de abordarem o mesmo assunto, os resultados são diferentes em cada texto, porque:
(   ) no primeiro texto a natureza saiu vitoriosa ao recuperar seu espaço outrora perdido, enquanto no segundo texto os pássaros e as rosas sofrem a consequência da construção de mais um prédio de dez andares.
(   ) no segundo texto a natureza saiu vitoriosa ao recuperar seu espaço outrora perdido, enquanto no primeiro texto os pássaros e as rosas sofrem a consequência da construção de mais um prédio de dez andares.

3) Para “expulsar toda aquela sujeira” e se instalarem no seu lugar, as árvores tiveram que lutar. A parte do texto que confirma o fato de certas árvores conservarem os sinais de sua luta é :
(       ) “ Todas as florestas existem antes dos homens.”
(    ) “ Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras, por isso uma ou outra árvore tinha parede por dentro.”

4) No texto II o poeta fala do prédio como se ele fosse uma pessoa em :
(     ) ” Um prédio de dez andares.”
(     ) “ Terá seu corpo de cimento armado.”

5) O poeta se refere a pássaros presos, terraços tristes, porque :
(     ) os terraços são pintados de preto e cinza.
(   ) os terraços ocuparam o espaço da vegetação, a alegria dos animais e com o agravante de que nas cidades, as pessoas costumam prender os pássaros em gaiolas.

6) Escreva certo ou errado de acordo com os textos:
a) No texto II o autor utiliza a palavra “enraizado” como se o prédio fosse uma árvore.
(                                         )
b) As goiabeiras e os roseiras foram conservadas após a construção do novo prédio.
(                                         )
c) No texto I a história é fato real, enquanto que no texto II é imaginário, pois jamais destruiriam a natureza para construir um prédio. (                                           )
d) No texto I, ao tomar a cidade e devolver a vida aos seres da floresta, as árvores consideraram uma vingança da natureza. (                                         )
e)Os pássaros do Texto II eram tão felizes quanto os pássaros do texto I.
(                                            )

7- Identifique:
a- Texto poético: _______________________________________________________
b- Texto em prosa:______________________________________________________

8-  Diga qual o tipo de narrador do texto 1.
9- No texto 1, como são descritas as cidades? Essa descrição é objetiva ou subjetiva?
10- No texto 2, como é descrito:
a- o terreno ___________________________________________________________
b- o parque____________________________________________________________
c- o prédio_____________________________________________________________
d- os terraços__________________________________________________________
e- os pássaros_________________________________________________________
f- as rosas_____________________________________________________________

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